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Guti assina empréstimo para obras que devem parar enchentes do Baquirivu

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Guti assina empréstimo
Foto: divulgação

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Com R$ 516 milhões, Prefeitura pretende construir dois reservatórios de retenção, ciclovia, parque e aplicar melhorias na região

O prefeito Guti (PSD) assinou em Brasília, nesta quinta-feira (8), o contrato do empréstimo de R$ 516 milhões que será utilizado nas obras do Programa de Macrodrenagem e Controle de Inundações do rio Baquirivu-Guaçu, que devem ter início ainda neste ano.

De acordo com a assessoria do prefeito, o projeto vai melhorar os sistemas de drenagem e a mobilidade urbana no município com uma série de obras viárias, urbanísticas e habitacionais. 

O empréstimo foi obtido pela Prefeitura junto à Corporação Andina do Fomento (CAF) e será liberado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina.

Guti e Jaime Holguín, representante da CAF no Brasil, assinaram o documento na sede do organismo internacional em Brasília. Além do prefeito, estava presente o secretário municipal de Governo, Edmilson Americano, que foi o responsável pela organização do projeto junto às demais pastas municipais.

“Esse programa vai beneficiar diretamente bairros próximos e indiretamente toda a cidade com obras de drenagem, recuperação de vias e modernização do sistema de mobilidade urbana, implantação de equipamentos de esporte, lazer e saúde. Fico muito feliz em resgatar um projeto que tinha sido abandonado pelo Governo do Estado há alguns anos e poder garantir maior qualidade de vida para a nossa população”, afirmou o prefeito. 

O programa prevê a redução de cheias por meio da ampliação da calha do rio Baquirivu-Guaçu e a construção de reservatórios, recuperação de áreas de várzeas, com implantação de parque linear de 70 mil m² , arborização, passeio público, ciclovia, pista de corrida e mobiliário urbano, ampliação da foz do córrego Cocho Velho, melhoria de vias urbanas e ampliação dos corredores viários de acesso ao aeroporto internacional de Guarulhos. 

Guti ressaltou que o programa irá beneficiar mais de 300 mil pessoas diretamente e a população de toda a cidade indiretamente.

“Na verdade era uma obrigação do governo estadual, mas como o projeto foi abandonado, a Prefeitura tomou à frente a fim de garantir a execução dessa importante obra para a cidade”, argumentou o prefeito. 

Licitação 

O processo licitatório das obras contempla a canalização de 14,4 km do rio Baquirivu, instalação de parque linear em toda a sua extensão e uma ciclovia que irá da estação da CPTM até a divisa com a cidade de Arujá, com cerca de 20 km.

No processo também haverá a canalização de parte do córrego Cocho Velho, construção de seis pontilhões e melhoria em 13 travessias, requalificação de 23 km de vias públicas e implantação de áreas de recreação e esporte com iluminação pública sustentável, arenas esportivas, grama sintética em campos de futebol, alambrado, iluminação, vestiários, sanitários acessíveis e área de convivência. 

Haverá também a construção de dois reservatórios de retenção, um com capacidade para 240 milhões de litros de água na confluência do córrego Tanque Grande com o córrego Água Suja (foz do rio Baquirivu), e outro com 839 milhões de litros entre as ruas Florestan Fernandes e Francisco Xavier Correa.

Com a construção desses reservatórios, a ocorrência de enchentes deverá ser reduzida para uma a cada 25 anos. O programa prevê ao todo cinco reservatórios, reduzindo a incidência de uma inundação a cada cem anos, conforme critério apontado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do Estado de São Paulo. 

O projeto conta ainda com a adequação do corredor viário da rua Jamil João Zarif em uma extensão de 3,5 km e do corredor de ônibus da avenida Natalia Zarif, com 4 km. Haverá também a implantação do loteamento Ponte Alta II numa área de 230 mil m² com 345 lotes residenciais, além de prédios com 378 apartamentos, áreas verdes, implantação de Ponto de Entrega Voluntária (PEV), unidade de pronto-atendimento (UPA), escola, quadras, área comercial e toda a infraestrutura urbana com arruamento, pavimentação, drenagem, calçadas etc. 

A gestão do programa cabe às secretarias de Governo, Obras, Habitação, Assistência Social e Meio Ambiente, que atuarão no desenvolvimento, monitoramento e fiscalização da obra. O programa contará também com o envolvimento das secretarias da Fazenda, Justiça e Transportes e Mobilidade Urbana, além da Procuradoria-Geral do Município. 

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