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Guarupass completa 32 anos acompanhando transformação da mobilidade em Guarulhos

catraca, Bilhete Único, Guarupass
Foto: Divulgação
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Entidade nasceu em 1994 e hoje administra mais de 2,2 milhões de cartões eletrônicos ativos na cidade

O que uma passagem de ônibus pode contar sobre a história de uma cidade? Em Guarulhos, a evolução da forma de pagar pelo transporte coletivo ajuda a mostrar como a mobilidade mudou ao longo das últimas três décadas. Em 1994, ano de criação da Guarupass, a passagem de papel ainda fazia parte da rotina dos passageiros. Cumprida sua função, o bilhete normalmente desaparecia. Mas, se fosse possível reunir as passagens utilizadas na cidade desde aquela época, elas formariam uma espécie de linha do tempo das transformações do transporte público.

O papel deu lugar à bilhetagem eletrônica e o cartão passou a fazer parte da carteira dos passageiros. Ao longo dos anos, diferentes modalidades foram criadas para atender estudantes, trabalhadores, idosos, crianças e pessoas com diferentes necessidades de deslocamento.

Atualmente, a Guarupass administra 2.231.752 cartões eletrônicos ativos. O número ajuda a dimensionar a presença do sistema na cidade, mas os cartões, sozinhos, não têm destino. São os passageiros que transformam cada utilização em uma viagem para a escola, o trabalho, uma entrevista de emprego, uma consulta médica, um encontro ou simplesmente o caminho de volta para casa.

É nesse ponto entre a necessidade de sair e a possibilidade de chegar que a trajetória da bilhetagem se encontra com as mudanças vividas por Guarulhos.

Bilhetagem eletrônica avança pelo país

A transformação ocorrida na cidade acompanha um movimento observado no transporte coletivo brasileiro. Levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), divulgado em 2025, reuniu informações de 12 empresas fornecedoras de tecnologias de bilhetagem que atuam no Brasil.

Segundo o estudo, essas empresas atendiam 1.043 municípios e 3.453 operadoras, com 120.409 validadores instalados nos ônibus. Embora os dados não representem todo o mercado nacional, ajudam a dimensionar o avanço da bilhetagem eletrônica no transporte público.

Do papel ao digital

Em 32 anos, a forma como o passageiro se relaciona com a passagem também mudou. O bilhete deixou de ser apenas um pedaço de papel entregue ou utilizado dentro do ônibus e passou a integrar um sistema eletrônico.

Mais recentemente, parte dessa relação avançou para o ambiente digital, com recursos para recarga e acesso a informações sobre o transporte.

A tecnologia mudou, assim como Guarulhos. Mas a função essencial da passagem permanece a mesma: permitir que milhões de deslocamentos individuais façam parte, todos os dias, do movimento de uma cidade inteira.

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