Com o tema “Tem silêncio que é um pedido de ajuda”, iniciativa reforça importância da escuta e divulga rede pública de atendimento em saúde mental
Guarulhos lançou a campanha Setembro Amarelo 2026 com o tema “Tem silêncio que é um pedido de ajuda”. A iniciativa chama a atenção para sinais de sofrimento emocional que nem sempre são manifestados por meio de palavras e reforça a importância da busca por atendimento profissional.
Mudanças de comportamento, isolamento, perda de interesse por atividades que faziam parte da rotina e alterações na forma de se relacionar podem indicar que uma pessoa precisa de atenção e acolhimento.
Durante setembro, a Secretaria da Saúde realizará atividades nos serviços municipais e divulgará conteúdos de orientação sobre prevenção ao suicídio e sobre os atendimentos disponíveis na cidade.
A Prefeitura destaca que o cuidado com a saúde mental não está restrito ao Setembro Amarelo e é oferecido durante todo o ano pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Guarulhos conta com diferentes CAPS
Entre os principais serviços estão os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que atendem pessoas em sofrimento psíquico e pacientes com transtornos mentais graves e persistentes.
Os serviços contam com equipes multiprofissionais e oferecem atendimentos individuais e em grupo, atividades terapêuticas e ações voltadas à autonomia e ao fortalecimento dos vínculos sociais.
Os CAPS II Osório César, Arco-Íris e Bom Clima atendem adultos e são referências, respectivamente, para as regiões Cantareira, São João/Bonsucesso e Centro.
Na região Pimentas/Cumbica, o atendimento é realizado pelo CAPS III Alvorecer, que funciona 24 horas.
A rede também possui o CAPS III AD Arnaldo Bravo Brant, especializado no atendimento de pessoas com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas e que também funciona de forma ininterrupta. Crianças e adolescentes são atendidos pelos CAPS Infantojuvenis Recriar e Amigo Jovem.
Atenção aos sinais entre crianças e adolescentes
A campanha também alerta para manifestações de sofrimento emocional durante a infância e a adolescência. Mudanças significativas de comportamento, afastamento das atividades habituais e dificuldades persistentes nos relacionamentos podem indicar a necessidade de atenção dos responsáveis e avaliação profissional.
Nos CAPS Infantojuvenis, o acompanhamento pode envolver, além das crianças e adolescentes, familiares, escola e outros espaços de convivência.
Cherry, de 18 anos, é acompanhada pelo CAPS II Infantojuvenil Recriar há três anos e relata a importância de ter encontrado um espaço de acolhimento.
“O CAPS me ajudou a entender que viver é diferente de estar vivo e que eu posso encontrar sentido e acolhimento em meio ao caos”, afirmou.
Projeto Tear atua há 23 anos
Outra iniciativa da rede municipal é o Projeto Tear, que há 23 anos trabalha a inclusão social e a geração de renda por meio da economia solidária.
O projeto mantém nove oficinas: culinária, mosaico, papel artesanal, tear e costura, serigrafia, encadernação, vitral, marcenaria e jardinagem.
As atividades buscam desenvolver habilidades, fortalecer vínculos e estimular a autonomia dos participantes. O Projeto Tear funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, na rua José Calixto Machado, 188, no Jardim Pinhal. A participação pode ocorrer mediante encaminhamento pelos serviços da rede.
Onde procurar ajuda em Guarulhos
Pessoas em sofrimento psíquico podem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e os CAPS. A relação dos centros, com endereços, telefones e horários, está disponível no portal da Prefeitura de Guarulhos.
Em situações que necessitem de atendimento imediato, a orientação é procurar uma UPA ou pronto-socorro ou acionar o Samu pelo 192.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, pelo telefone 188.



