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Guarulhenses temem perder a visão a espera de remarcação de cirurgias

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Foto: Divulgação
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Pacientes tiveram procedimentos cancelados em janeiro e continuam com problema de catarata.


A covid-19 se tornou o grande mal do ano de 2020 e paralisou não só a economia como também os atendimentos médicos. Mas há pessoas que tiveram suas cirurgias para correção da catarata, em janeiro, adiadas e sem previsão de retorno, e seguem a ver o mundo de uma forma cada vez mais escura.

A pensionista Maria Dijanira Teodoro Varjão, de 63 anos, é diabética e tinha complicação em um dos olhos. O processo pelo qual precisava passar no Hospital Municipal Pimentas Bonsucesso (HMPB), que realiza as consultas e retornos, estava agendado para o dia 9 de janeiro, mas foi cancelado.

“Agora eu não sei mais o que fazer. Estou Precisando de um cateterismo e esperando um documento da Prefeitura para conseguir fazer pelo SUS. Um olho praticamente está cego e o outro começou a complicar. É muito ruim porque ficamos na dependência dos outros”, contou a pensionista.

Situação similar ocorreu com a aposentada Silvana Romeiro Pedro, 57, que trabalha como vendedora ambulante para complementar renda. Ela também sofre um problema de catarata e também tinha um procedimento médico para ser realizado no dia 7 de janeiro.

“Tenho muito medo de ficar cega pelo fato de que eu sou cardiopata, são várias coisas que são complicadas para nós que precisamos do sistema único de saúde”, explicou a aposentada. Até o momento, ela segue sem previsão de realização da cirurgia.

De acordo com o que foi apurado pela reportagem, houve uma constante troca nos convênios responsáveis por realizar estas cirurgias oftalmológicas, que envolveram não só a falta de pagamento por parte da Prefeitura como também questões mais burocráticas.

O primeiro convênio era feito com o Instituto Suel Abujamra e foi encerrado no início da gestão do prefeito Guti (PSD). Um novo convênio chegou a ser fechado com o Hospital dos Olhos, mas também foi encerrado em pouco tempo.

Em todos os casos os pacientes retornavam no Hospital Municipal Pimentas Bonsucesso, gerido pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

Atualmente há um convênio firmado com o Instituto de Desenvolvimento de Gestão, Tecnologia e Pesquisa em Saúde e Assistência Social (IDGT).

De acordo com levantamento do GRU Diário, mais de 1,6 mil pessoas ainda esperam consultas ou procedimentos oftalmológicos na cidade.

A Secretaria de Saúde disse desconhecer este número e informou que a quantidade de pacientes que aguarda cirurgia não está contabilizada em uma listagem única, mas sim organizada separadamente em cada um dos serviços que realizam o procedimento.

“Ou seja, o município encaminha o paciente para realizar a consulta e toda a linha de cuidado nas unidades prestadoras, as quais fazem a gerência dos agendamentos e a realização das cirurgias”, informou a Prefeitura.

De acordo com a gestão municipal, as cirurgias oftalmológicas foram canceladas em janeiro porque neste período ocorreu o processo de transição entre as instituições que realizam a gestão compartilhada do HMPB, neste caso a SPDM e o IDGT.

A Prefeitura afirmou que a pandemia prejudicou ainda mais o atendimento deste pacientes, retomado pelo IDGT, mas que já há “tratativas com as unidades de saúde que realizam tais procedimentos para retomada gradativa da realização das cirurgias”.

Até o momento, as duas mulheres ouvidas pela reportagem seguem sem previsão de retorno ou agendamento de consulta médica para tratar dos olhos no município.

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