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Felício Ramuth, pré-candidato ao Estado, quer melhorar segurança pública em Guarulhos

Foto: Wellington Alves
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Ramuth concedeu entrevista exclusiva ao GRU Diário e falou de suas propostas para o Estado

Ex-prefeito de São José dos Campos, Felício Ramuth é pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSD. Ele deixou o comando da cidade do Vale do Paraíba para assumir o desafio de tentar impedir uma nova vitória do PSDB na disputa ao Palácio dos Bandeirantes.

Ramuth visitou Guarulhos na quinta-feira (5) e concedeu entrevista exclusiva ao GRU Diário. Ele afirmou que as principais demandas do Estado são saúde, emprego e segurança pública. No caso de Guarulhos, a maior necessidade, na sua opinião, é a melhora dos indicadores criminais.

Confira a entrevista

Como foi sua decisão de deixar a Prefeitura e disputar o Governo do Estado?

Felício Ramuth – Não é uma opção simples, mas tenho que voltar à minha saída do PSDB. Fiquei por 20 anos, mas o PSDB não é mais o mesmo. Nas prévias, o Diretório de São José foi o único a apoiar integralmente o Eduardo Leite. Entendi que era o momento de sair. A grande maioria dos antigos filiados e simpatizantes do PSDB migraram para o PSD. E surgiu a oportunidade desse convite para assumir essa candidatura. A população tem muito carinho por mim e reconhece o trabalho realizado. É uma oportunidade de mostrar o nosso trabalho e reproduzir o jeito de fazer boa política.

Hoje a eleição está polarizada entre Haddad, França e Tarcísio e há o Rodrigo Garcia, que é o candidato da máquina. Como disputar?

Felício Ramuth – Estou muito tranquilo. É a eleição mais disputada dos últimos 30 anos. Na espontânea, 74% não sabe em quem votar e 20% vão no branco e nulo. Sou a única opção não vinculada aos governos Lula, Bolsonaro ou Doria. Vejo chances reais, mas temos que levar nossas ideias. Sou o único candidato com experiência como empreendedor. Tive serviços prestados na gestão pública.

Pode falar sobre a experiência de construir um hospital em 35 dias na pandemia e sobre o embate com Doria no mesmo período?

Ao longo da pandemia sempre defendi a autonomia dos municípios. Vida para mim é saúde e economia. Setores da economia ganharam dinheiro como nunca e setores perderam dinheiro como nunca. Faltou equilíbrio. Respondo a cinco processos no Ministério Público por pensar diferente. As decisões do Palácio dos Bandeirantes eram muito distantes do dia a dia das pessoas. Fechar cabeleireiros pensavam nos Jardins, mas e nos locais no interior e bairros periféricos? Esse distanciamento levou a vários equívocos. Começaram os hospitais de campanha que davam grandes fotografias e eu sempre disse que investiria nas nossas estruturas. Todos os investimentos foram no Hospital Municipal, que estava no seu limite. Buscamos a metodologia construtiva no Hospital do M’Boi Mirim, que o Einstein toma conta, e implementamos esse hospital (em 35 dias).

O hospital continua até hoje.

Felício Ramuth – É o Hospital de Retaguarda e PA Infantil. Ele nunca atendeu covid. Nós tiramos a ala infantil do Hospital Municipal e levei para o Hospital de Retaguarda. Agora já reduziu e voltamos a fazer cirurgias em geral.

E como foi implantar uma frota de carros elétricos?

Felício Ramuth – Há mais de três anos temos toda frota da GCM com carros elétricos, com a novidade que Operação Delegada, da Polícia Militar, também usa oito veículos elétricos cedidos. São carros locados, o que reduz custos. Evoluímos para 11 ônibus e no dia 11 de maio, será trocada toda frota de ônibus.

Qual é o principal desafio para o próximo governador?

Felício Ramuth – Saúde, segurança e emprego, sem dúvidas são os desafios. Em algumas regiões, em ordem investida. Por isso é importante o Governo do Estado ter proximidade com as cidades.

E na Grande São Paulo?

Felício Ramuth – A principal demanda é por saúde. A população não sabe bem o que é responsabilidade do Estado ou do município. Normalmente colocam a culpa no prefeito. Temos fila de milhares de pessoas esperando aparelho auditivo, um Estado que anunciou R$ 52 bilhões em superávit. Fica claro que isso não é uma prioridade. Faltam medicamentos de alto custo e a logística é péssima, além do processo manual. É algo arcaico, que precisa ser digitalizado e entregue na cada das pessoas. E temos o Cross, que transfere as pessoas para os hospitais da rede. Há cidades sem informatização. Precisamos ter um sistema do Estado para as pequenas cidades e integrar os sistemas das grandes cidades.  

E o que fazer na segurança pública?

Felício Ramuth – São José dos Campos fica na região mais perigosa do Estado de São Paulo, que é o Vale do Paraíba, e foi a cidade com mais de 500 mil habitantes com menos homicídios no Brasil em 2020. Investimos na integração das forças de segurança. Me sentava a cada dois ou três meses com a Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Civil Municipal, Polícia Científica e todas as forças de segurança para deixar as vaidades de lado e todos focavam em servir o cidadão. As trocas de informações passaram a acontecer por WhatsApp e não só por ofício, o que dá muito mais agilidade. Além disso, implantamos mil câmeras com reconhecimento facial e leitor de placa. Aumentamos a eficiência das investigações. Todas as forças de segurança possuem uma minicentral em suas dependências, instalada por nós, para acesso às câmeras. Defendo 30 mil câmeras do Estado, em parceria com o município.

Os policiais reclamam das câmeras corporais. Como avalia esse debate?

Felício Ramuth – Defendo para o policiamento de rotina e batalhões especiais. E no caso das operações especiais protocolos específicos feitos pela própria corporação. A iniciativa é boa, mas falta adaptar.

Como pretende garantir o crescimento dos empregos nas cidades?

Felício Ramuth – Temos algumas ações pontuais e outras que vamos amadurecer na pré-campanha. Uma é em relação aos caminhoneiros autônomos. Redução do diesel com cashback. Dá para retornar isso com a Nota Fiscal Paulista e o CPF. Os grandes caminhoneiros têm ganhos por escala. Isso vai garantir alimento mais barato, já que vai reduzir o frete. Outra proposta é para os exportadores, que há muitos em Guarulhos. Quando você exporta, você fica com créditos de ICSM anos e anos. A minha proposta é retornar esse ICMS para investimentos. Vai valer para empresas que criarem empregos ou aumentarem a produção.

Qual é sua proposta para a Educação?

Felício Ramuth – O que fica claro é que a educação municipal é melhor do que a estadual nas cidades médias e grandes. Defendo a municipalização do Ensino Fundamental até o 9º ano, nas cidades que queiram. O município passa a gerir a coordenação pedagógica, infraestrutura e manutenção. Então o Estado pode dar recursos para as cidades assumirem essa função. Precisamos zerar a fila de creches, que é obrigação das prefeituras, mas o Estado pode ajudar, especialmente com o método construtivo que utilizados no Hospital de Retaguarda. No Ensino Médio, o foco é a ampliação do Ensino Profissionalizante.

Para finalizar, em Guarulhos, qual é a maior necessidade?

Felício Ramuth – Segurança é o principal ponto de prioridade. Com um plano que teremos, Guarulhos terá condições de melhorar muito os seus indicadores.

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