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Estudos apontam a necessidade de investir em educação escolar para acabar com violência contra as mulheres

violencia contra a mulher
Foto: Unsplash
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Violência física com espancamentos, sufocamento ou agressão, intimidação e assédio são algumas das violências sofridas pelas mulheres

De acordo com relatório da Rede de Observatórios da Segurança, cerca de 12 mulheres sofrem violência a cada 24 horas, em estados brasileiros, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Pará. Essa informação foi publicada no site da Agência Brasil, um noticiário do Governo Federal no dia 6 de março de 2026. O site informa ainda, que os dados foram produzidos a partir de um monitoramento diário sobre circulação nas mídias relacionado à violência e segurança no ano de 2025.

Pelo relatório, conforme o site, 4.558 mulheres foram envolvidas em algum tipo de violência nos locais trabalhados pela pesquisa, número que representa aumento de 9% relacionado a 2024. São vários os tipos de violência praticados contra as mulheres, como por exemplo: violência física com espancamentos, sufocamentos ou agressões; a psicológica, quando ela é ameaçada, intimidada ou humilhada; ou, ainda, a sexual, com estupro, assédio ou abuso.

Estudo aponta aumento da violência sexual

O Observatório aponta, também, expressivo crescimento da violência sexual, sendo 961 registros de estupro ou violência sexual em 2025, um aumento de 56,6% se comparado ao ano anterior, quando os registros apontaram 602 casos. Desses registros, 56,5% eram meninas de 0 a 17 anos de idade. Outro aspecto do monitoramento inclui a relação entre vítimas e agressores: 78,5% das violências foram praticadas por companheiros ou ex-companheiros. Dessa forma, subtende-se que a maior parte dos casos ocorre “dentro de relações afetivas”.

Verificou-se ainda no relatório a ocorrência de 546 casos de feminicídio e sete de transfeminicídio (assassinato de mulheres trans e travestis com motivo de ódio aos gêneros). A publicação no site traz um alerta sobre falta de informações raciais nos registros de violência na mídia. Nesse estudo, cerca de 86,7% dos casos não apresentavam referências de raça ou cor das vítimas, dificultando elaboração de políticas públicas direcionadas.

Os estudiosos da Rede do Observatórios da Segurança recomendam investimentos em educação sobre equidade de gênero nas escolas, além de ações para desconstruir padrões culturais que naturalizam a violência contra mulheres. Esses estudiosos concluíram que, sem enfrentar essas estruturas, o ciclo de violência continuará se perpetuando na sociedade brasileira.

Mulheres negras são as maiores vítimas de violência no País

Segundo o site do jornal O Povo, em matéria publicada no dia 4 de março desse corrente ano, uma pesquisa do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), divulgada nesta mesma data, aponta que mulheres negras formam a maioria das vítimas de feminicídio no país. Conforme a publicação, estudo de 5.729 registros oficiais desse tipo de crime, praticados no período de 2021 a 2024, mostrou que 62,6% das vítimas eram mulheres negras, enquanto 36,8% eram mulheres brancas.

Ainda conforme a publicação, mulheres amarelas e indígenas correspondem à 0,3% dos registros. Com isso, os pesquisadores do Fórum Brasileiro consideram que o feminicídio deve ser entendido como uma violência de gênero acompanhada de outras questões estruturais da sociedade, como a desigualdade racial. Questões históricas relacionadas ao processo da escravidão vem mantendo as mulheres negras em situações de maior vulnerabilidade.

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