Possível imunizador será testado em nove mil voluntários a partir de julho
O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, explicou durante coletiva, realizada nesta quinta-feira, 11, como vai funcionar o processo de criação de uma vacina contra a covid-19, feita em parceria com o laboratório Sinovac Biotech, da China.
De acordo com Covas, o novo coronavírus é inserido dentro de uma célula vero, um tipo de célula utilizado para aumentar a proporção do vírus. “Essa célula é cultivada em laboratório, o vírus se multiplica. No final o vírus é inativado e incorporado na vacina que é aplicado na população”, explicou.
Com fragmentos do vírus inativo, a expectativa é que o corpo humano produza anticorpos capazes de deter a proliferação da doença.
Segundo o especialista, o Instituto Butantan já trabalha com esta tecnologia na produção de uma vacina contra a dengue, que ainda não é disponibilizada pela rede pública.
Apesar da notícia positiva, a vacina só deve ficar pronta em junho de 2021 e precisa ter a eficácia em humanos testadas, já que até o momento só foi utilizada em animais, processo chamado de fase 3 na criação da vacina.
A fase 3 da testagem, que ocorre em humanos, será realizada em nove mil voluntários a partir de julho. Se tudo der certo, é preciso ainda ter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Ao todo, existem 136 vacinas contra a covid-19 em desenvolvimento. Destas, apenas 10 estão na fase final, entre elas a coronavac, como foi batizada a vacina criada pela Sinovac Biotech. Caso a eficácia seja comprovada, a vacina deve ser, primeiramente, importada da China, para depois ter sua produção local.
Covas citou que somente para combater a gripe são fabricadas mais de um milhão de vacinas por dia no instituto. Numa eventual produção em massa da vacina contra a covid-19, será dada prioridade para integrantes do grupo de risco, como idosos e pessoas com comorbidades.



