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Empresas de ônibus de Guarulhos aumentam subsídios, mas reduzem frota na pandemia

Ponto de ônibus 4 de setembro
Foto: Eurico Cruz
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População foi penalizada pela redução das linhas das associadas da Guarupass no auge da quarentena

As empresas Viação Urbana Guarulhos, Vila Galvão e Campo dos Ouros, associadas à Guarupass, foram beneficiadas com o repasse de R$ 57 milhões em subsídios, em 2020, pela Prefeitura de Guarulhos. Apesar disso, elas reduziram a oferta de ônibus entre março e julho, os meses mais duros da quarentena na cidade, em que houve fechamento dos comércios não essenciais.

Para efeito de comparação, em 2019, ano em que não havia pandemia, as empresas receberam R$ 11 milhões a menos em subsídios. De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade Urbana (STMU), a projeção neste ano é de repasse de R$ 47 milhões às empresas.

Desde a sanção da Lei de implantação do Bilhete Único, na gestão do ex-prefeito Sebastião Almeida, as empresas passaram a receber subsídios municipais.

Em julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo exigiu que a Prefeitura obrigasse as empresas de ônibus a reestabelecerem 100% da frota.

Segundo a STMU, não existe nenhum estudo ou previsão no sentido de diminuir a oferta de ônibus. “Hoje a frota opera com 100% do seu total, de segunda a sexta, número que diminui para 60% aos sábados e 50% aos domingos e feriados”, informou.

Na opinião do líder da oposição na Câmara Municipal, vereador Rômulo Ornellas (PT), o serviço oferecido pelas empresas de ônibus em Guarulhos é ineficaz, principalmente na pandemia do coronavírus. “O problema da lotação é muito perigoso pelo contágio do vírus. Eles tiraram o ônibus biarticulado, que seria interessante neste momento. A maioria dos veículos são velhos”, apontou.

Em dezembro, o prefeito Guti (PSD) decidiu não reajustar as tarifas de ônibus, medida que favoreceria as associadas da Guarupass. O chefe do Executivo também determinou a manutenção da gratuidade para idosos de 60 a 64 anos no transporte municipal, diferente do governador João Doria (PSDB), que retirou o benefício na EMTU, na CPTM e no Metrô.

Apesar do aumento do subsídio da Prefeitura, as empresas de ônibus propuseram aos seus funcionários, em dezembro, o parcelamento da segunda parcela do 13º salário, além de outros benefícios da categoria. À época, o Sincoverg (sindicato que representa os motoristas de ônibus) ameaçou promover uma paralisação dos ônibus.

Questionada, a Guarupass não esclareceu o motivo da redução da frota no auge da pandemia, apesar do aumento do subsídio durante o ano.

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