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Empresários do Piauí suspeitos de lavar dinheiro do PCC são interceptados no Aeroporto Internacional de Guarulhos

Empresário Haran Girão foi retido no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo_Easy-Resize.com
Foto: SSP-PI
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Dupla é alvo da Operação Carbono Oculto 86, que investiga esquema de lavagem de dinheiro e fraudes fiscais no setor de combustíveis

Dois empresários donos da rede de postos de combustíveis investigados por lavagem de dinheiro ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital), foram localizados e interceptados pela Polícia Civil do Piauí no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na noite desta quarta-feira (5). Eles tentavam embarcar para Foz do Iguaçu (PR) e foram obrigados a entregar seus passaportes por determinação judicial.

A abordagem foi realizada por equipes da Feisp (Força Estadual Integrada de Segurança Pública) e da Goic (Gerência de Operações e Investigações Criminais), que monitoravam os suspeitos desde a deflagração da Operação Carbono Oculto 86, no Piauí. Embora ainda não houvesse mandado de prisão, a Justiça determinou medidas cautelares contra os empresários e suas esposas, incluindo a apreensão dos passaportes e o bloqueio de R$ 348 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Os quatro também devem cumprir as seguintes determinações: comparecer sempre que intimados, não sair da Comarca de Teresina sem autorização judicial e não manter contato com outros investigados.

Na decisão, o juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos de Teresina, ressaltou o alto poder aquisitivo da família — que possui até aeronave própria — como fator de risco para tentativa de fuga.

A Operação Carbono Oculto 86 investiga um esquema de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis supostamente ligado a facções criminosas e segue em andamento sob coordenação da Polícia Civil do Piauí.

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