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Em campanha salarial, motoristas de ônibus de Guarulhos entram em estado de greve

assembleia ônibus
Foto: divulgação/Sincoverg
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Passageiros relataram paralisação de linhas na manhã desta terça-feira; sindicato diz que situação foi normalizada

Motoristas de ônibus de Guarulhos decidiram entrar em estado de greve durante assembleia de campanha salarial realizada nas garagens de ônibus na manhã desta terça-feira (8). Por conta da reunião, passageiros reclamaram que houve uma paralisação de diversas linhas, mas o sindicato afirma que houve apenas um atraso na saída dos coletivos das garagens tanto de linhas municipais como intermunicipais.


Com a decisão tomada na assembleia, há previsão de uma plenária estadual da categoria no dia 17 e de uma greve do setor no dia 21. Entretanto, paralisações podem acontecer na cidade antes ou durante este período.

Presidente do Sincoverg, Maurício Brinquinho afirmou ao GRU Diário que se trata de um movimento em todo o Estado, já que muitas empresas de ônibus têm adotado o mesmo comportamento de nem sequer ir à mesa de negociação e assembleias também foram realizadas na Capital, em Santos, e em outras cidades do Estado, também com reflexo na saída dos coletivos das garagens.

Em Guarulhos, os trabalhadores querem o reajuste de 2,44% referente ao ano passado, quando não houve reajuste, mais 7,59% deste ano. De acordo com Brinquinho, não há aumento real, apenas uma reposição da inflação. Em alguns pontos da cidade, passageiros relataram filas e reclamara da ausência de coletivos.

“Se tivesse pelo menos reuniões essenciais, se a gente sentasse, tivesse conversado sobre o problema com os empresários, isso não teria acontecido. A gente sabe que do lado do empresário não houve incentivo do governo federal, pouco, muito pouco do estadual na questão das linhas EMTU e tem repasse de subsídio, pela esfera municipal, com uma dúvida de R$ 27 milhões”, ressaltou Brinquinho.

Assembleia de ônibus
Foto: Divulgação/Sincoverg

Entretanto, o sindicalista afirmou que o trabalhador também teve aumento de seus custos de vida e em nenhum momento deixou de trabalhar na pandemia.

“O empresário teve aumento de diesel, pneu, luz, de tudo, por outro lado, o lado dos trabalhadores também teve aumento de aluguel, gás, combustível, feira, então o trabalhador também tá sentindo isso. O trabalhador hoje não tem um bife na marmita. É um ovo ou, no máximo, a sardinha que vem na cesta básica. Quem ainda leva o dinheiro para dentro da empresa é o trabalhador e ele não pode ser penalizado”, afirmou o sindicalista.

A reportagem questionou EMTU, Prefeitura e Guarupass e esta matéria será atualizada assim que os respectivos órgãos responderem.

Vale ressaltar que esta não é primeira vez, durante a pandemia, que a categoria entra em estado de greve. Entre maio e abril houveram discussões similares em prol da vacinação de motoristas e cobradores, pleito que foi atendido.

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