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Em audiência tensa, diretor da Fazenda explica dívida de R$ 5 bilhões da Prefeitura

audiência pública da Secretaria da Fazenda na Câmara Municipal
Foto: Nico Rodrigues
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Prefeitura tem dívida consolidada de R$ 2,3 bilhões no balanço, junto com R$ 3 bilhões de débito suspenso da Sabesp

A audiência da Secretaria Municipal da Fazenda, na Câmara de Guarulhos, na quarta-feira (26), teve momentos de bate-boca entre o líder de Governo, Geraldo Celestino (Mobiliza), e o presidente da Comissão de Finanças, Geleia Protetor (PSD). Durante a reunião, o diretor orçamentário da Fazenda, Guilherme Costa Moreira, explicou o motivo de o prefeito Lucas Sanches (PL) ter dito que a dívida da Prefeitura é de R$ 5 bilhões.

De acordo com Moreira, a dívida consolidada no balanço financeiro de 2024 ficou em R$ 2,3 bilhões. Entretanto, ela não inclui o débito de Guarulhos com a Sabesp, que está suspenso. Esse passivo é de R$ 3 bilhões e pode retornar ao balanço oficial caso a concessão do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) para a Sabesp seja retomada, a Prefeitura deixe de utilizar o serviço da empresa ou algum outro item do contrato não seja cumprido e force uma rescisão – o que hoje é improvável.

“A dívida que aparece é R$ 2,3 bi. Quando faz o contrato dos serviços de água da Sabesp tinha uma dívida de R$ 3 bilhões. A dívida não foi cancelada. Foi suspensa. Ao final (de 40 anos), ela pode ser (cancelada)”, explicou o diretor.

A audiência foi tensa justamente pela defesa de Lucas por parte de Celestino, em contraponto a Geleia, que tomou as dores do ex-prefeito Guti (PSD). O líder de Governo reclamou do desvio de função de R$ 40 milhões destinados pelo Governo do Estado no ano passado para a conclusão do Hospital da Mulher e a finalização dos andares restantes do Hospital Pimentas Bonsucessos, além de um descontrole financeiro nos últimos quatro meses da gestão. Geleia não gostou das colocações contrárias a Guti e atacou pessoalmente Celestino, que revidou.

Moreira disse que o Estado enviou a verba para a Saúde como custeio e que não houve falha da Prefeitura em utilizar os recursos para outras necessidades, apesar de reconhecer que não entraria em detalhes sobre acordos políticos.

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