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Em ano de pandemia, ricos perdem renda e pobres têm leve ascensão em Guarulhos

Foto: PMG/Divulgação
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Quase 11 mil famílias deixaram a base da pirâmide social e aumentaram a renda entre 2019 e 2020

Em um ano cada vez mais atípico e em que surpresas já não são mais tão inesperadas, a economia guarulhense teve um queda de pessoas que integram a classe A e uma ascensão de pessoas que integram as classes D e E para as classes B e C, segundo a pesquisa IPC Maps 2020.

“Houve um processo de migração social para o centro da pirâmide. Nós temos em 2020 uma quantidade menor de domicílios da classe A e das classe D e E. Esta queda foi superior a 10%”, explicou Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pela pesquisa.

O estudo aponta que, em abril de 2019, Guarulhos tinha 10.247 domicílios classe A, número que caiu 8.618 no mesmo período deste ano. São considerados parte da alta categoria econômica, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), famílias com renda superior a 20 salários mínimos, o equivalente a mais de R$ 20.900.

“Seria como dizer que a parte podre da classe A, com menor poder aquisitivo, saiu, deixou a classe A, migrou para a classe B e levou consigo um valor menor de consumo para esta classe”, explicou Pazzini.

Já as classes mais baixas, como a D, cuja renda é de dois a quatro salários mínimos (de R$ 2.090 a R$ 4.160), e a E, que considera qualquer pessoa com renda abaixo da D, tiveram uma ascensão para classes superiores.

De acordo com a pesquisa, no ano anterior a cidade contava com 103.264 famílias englobadas nestas classes mais pobres, enquanto neste ano são 92.849, ou seja, 10.775 famílias deixaram a base da pirâmide social e cresceram seu poder aquisitivo.

Em ambos os casos, tanto de queda da classe alta quanto de ascensão das classes mais pobres, a migração ocorreu para o centro desta pirâmide, entre a classe C, com renda acima de R$ 4.106 e até R$ 10.450, que variou de 239.664 para 252.020, e classe B, que tem renda entre R$ 10.450 até R$ 20.900.

“A classe C se saiu muito bem, aumentou de R$ 12,4 bilhões do ano passado para R$ 13,9 bilhões neste ano, um aumento de quase 12%. Este achatamento foi o que propiciou este ganho de participação de Guarulhos no consumo nacional”, argumentou o especialista

Neste ano, a cidade aumentou sua participação no consumo nacional de 0,68488% para 0,71582% e saiu do 14º para o 13º lugar no ranking nacional e se manteve em 3º no estadual.

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