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CPI da Covid: representante da Pfizer afirma que governo federal ignorou ofertas de vacina contra a covid-19

Carlos Murillo, executivo da Pfizer. (Foto: Divulgação/Agência Senado)
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As primeiras negociações foram iniciadas em março de 2020

O gerente-geral da Pfizer na América Latina e ex-presidente da empresa no Brasil, Carlos Murillo, disse nesta quinta-feira (13 )durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado que a farmacêutica norte-americana fez várias ofertas de venda de vacina contra covid-19 ao governo brasileiro, em 2020. Todas foram ignoradas.

As primeiras negociações foram iniciadas em março de 2020, mas o contrato com a farmacêutica foi assinado um ano depois, em março de 2021.

Murillo afirmou que o governo brasileiro não respondeu a Pfizer sobre as ofertas da empresa que previam, incialmente, 1,5 milhão de doses ainda em 2020. 

Segundo ele, a primeira oferta de vacinas ao Brasil foi feita em 14 de agosto. Pela proposta – que contemplava 30 milhões ou 70 milhões de doses do imunizante – seriam distribuídas 500 mil em 2020 e o restante entre os quatro trimestres deste ano.

A empresa apresentou, em agosto, três propostas para o governo. Todas ficaram sem resposta, segundo Murillo. As três previam um contrato de 30 milhões de doses ou de 70 milhões de doses. Os termos das propostas foram:

1ª proposta, feita em 14 de agosto de 2020

Primeira proposta

  • 500 mil doses para 2020
  • 1,5 milhão de doses para o 1º trimestre de 2021
  • 5 milhões de doses para o 2º trimestre de 2021
  • 14 milhões de doses para o 3º trimestre de 2021
  • 9 milhões de doses para o 4º trimestre de 2021
  • Total: 30 milhões de doses

Segunda proposta

  • 500 mil doses para 2020
  • 1,5 milhão de doses para o 1º trimestre de 2021
  • 5 milhões de doses para o 2º trimestre 2021
  • 33 milhões de doses para o 3º trimestre 2021
  • 30 milhões de doses para o 4º trimestre de 2021
  • Total: 70 milhões de doses

2ª proposta, feita em 18 de agosto de 2020

Primeira proposta

  • 1,5 milhão de doses para 2020
  • 1,5 milhão de doses para o 1º trimestre de 2021
  • 5 milhões de doses para o 2º trimestre de 2021
  • 14 milhões de doses para o 3º trimestre de 2021
  • 8 milhões de doses para o 4º trimestre de 2021
  • Total: 30 milhões de doses

Segunda proposta

  • 1,5 milhão de doses para 2020
  • 1,5 milhão de doses para o 1º trimestre de 2021
  • 5 milhões de doses para o 2º trimestre de 2021
  • 33 milhões de doses para o 3º trimestre de 2021
  • 29 milhões de doses para o 4º trimestre de 2021
  • Total: 70 milhões de doses

3ª proposta, feita em 26 de agosto de 2020

Primeira proposta

  • 1,5 milhão de doses para 2020
  • 2,5 milhões de doses para o 1º trimestre de 2021
  • 8 milhões de doses para o 2º trimestre de 2021
  • 10 milhões de doses para o 3º trimestre de 2021
  • 8 milhões de doses para o 4º trimestre de 2021
  • Total: 30 milhões de doses

Segunda proposta

  • 1,5 milhão de doses para 2020
  • 3 milhões de doses para o 1º trimestre de 2021
  • 14 milhões de doses para o 2º trimestre de 2021
  • 26,5 milhões de doses para o 3º trimestre de 2021
  • 25 milhões de doses para o 4º trimestre de 2021
  • Total: 70 milhões de doses

Ainda segundo Murillo, depois das ofertas de agosto, a Pfizer fez mais duas propostas, em novembro. Ambas contemplavam 70 milhões de doses, e também não foram aceitas pelo governo brasileiro.

Proposta de 11 de novembro

  • 2 milhões de doses para o 1º trimestre de 2021
  • 6,5 milhões de doses para o 2º trimestre de 2021
  • 32 milhões de doses para o 3º trimestre de 2021
  • 29,5 milhões de doses para o 4º trimestre de 2021
  • Total: 70 milhões de doses

Proposta de 24 de novembro

  • Mesmo número de doses da proposta de 11 de novembro

Murillo ainda relatou durante a CPI sobre uma proposta feita em fevereiro, que também não foi aceita. Essa previa 100 milhões de doses: 

  • 2 milhões de doses para o 1º trimestre de 2021
  • 6,5 milhões de doses para o 2º trimestre de 2021
  • 32 milhões de doses para o 3º trimestre de 2021
  • 29,5 milhões de doses para o 4º trimestre de 2021
  • Total: 70 milhões de doses

Contratos assinados

Neste ano, o governo brasileiro assinou dois contratos com a Pfizer para aquisição da vacina contra a covid-19. A vacina da Pfizer já tem o registro definitivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso no Brasil. Tem mais de 90% de eficácia contra a covid-19

Veja as propostas: 

Em 8 de março de 2021 (contrato que já foi assinado)

  • 14 milhões de doses para o 2º trimestre de 2021
  • 86 milhões de doses para o 3º trimestre de 2021
  • Total: 100 milhões de doses

Em 23 de abril de 2021 (contrato em fase de finalização)

  • 30 milhões de doses para o 3º trimestre de 2021
  • 70 milhões de doses para o 4º trimestre de 2021
  • Total: 100 milhões de doses

(Com informações da Agência Brasil, Agência Senado e portal G1)

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