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Classe desunida ou falta de engajamento?

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Foto: Jannoon028/Freepik
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É preciso falar sobre as eleições que envolvem a categoria

Provavelmente, você que está lendo este artigo não saiba que em 2020 teremos, além das eleições para prefeitos e vereadores em todo o território nacional, eleições para escolher os novos presidentes do Sistema CONFEA, CREA e diretores das Mútuas.

Para o Sistema CONFEA/CREA/Mútua, após embates judicias, a data para o pleito é 1º de outubro. Sobre as eleições e candidatos é importante acessar o site do CREA de seu estado, procurar a associação de classe da sua cidade ou me procurar nas minhas redes sociais, terei o maior prazer em falar mais sobre isso, mas esse artigo não é pra falar do pleito em si, mas da questão de participação no mesmo.

Recebi de um colega de profissão o diálogo acima, claramente sem o nome dos interlocutores, de forma a preservar a identidade dos mesmos, até por ser isso irrelevante, uma vez que, se não nas palavras, o contexto da conversa é comum entre a grande maioria dos profissionais da área tecnológica. Costumamos falar que a engenharia é uma classe profissional desunida, no entanto, a cada dia que passa deixo esse pensamento de lado e passo a entender que, na verdade, é falta de engajamento individual, não união do coletivo.

É muito fácil criticar, falar que está tudo errado, que ninguém presta, que as coisas deveriam ser de um jeito ou de outro, tudo isso, do conforto do seu mundinho cotidiano e com o surgimento das redes sociais, do conforto ainda maior de suas cadeiras acolchoadas ou sofás aconchegantes.

É tão fácil falar, que até papagaio fala, como diriam meus tios do interior, mas como mudar, como ver a transformação que almejamos?

Olha, não existe movimento sem que uma força que a impulsione, empurre ou puxe, isso não é retórica é física, matemática e mecânica básica, podem escolher de onde tirar a referência, o que importa é que esse conceito vale pra qualquer coisa, mas vou me ater a área tecnológica, que por obrigação curricular os profissionais desta área estudaram de forma bastante detalhada os conceitos de física, mecânica, matemática e demais matérias que se utilizam das famosas Leis de Newton, mas se, por acaso, tenham esquecido destes conceitos básicos, vamos nos ater apenas a primeira lei de Newton, conhecida como Lei da Inércia, esta lei nos fala sobre a resistência à mudança do estado de movimento, bastante sugestivo, não é?

Esta lei nos ensina que um corpo tende a permanecer em repouso ou em movimento retilíneo uniforme caso a resultante das forças que agem sobre ele seja nula. Traduzindo, se você não fizer nada com alguma coisa, a tendência é que ela continue exatamente do jeito que está!

Para aqueles que estão em dúvida ou querem se aprofundar no tema basta dar um google e ver as respostas, bem mais fácil que voltar para as carteiras acadêmicas, não acham? Apesar que muitos parecem necessitar.

Enquanto as pessoas ficarem apenas na reclamação sem agir ou tomar uma posição, ou seja, sem participar, não haverá mudança alguma! Toda a mudança estrutural que qualquer sistema precise deve ser iniciada de dentro e para estar dentro é preciso ter ENGAJAMENTO!

Engajamento vale para a política pública partidária, nas questões de condomínio, na comunidade, no seu trabalho, na igreja que frequenta, na sua entidade de classe, no sindicato e até na sua família, ou seja, para qualquer coisa que envolva a decisão de alguém que não seja você mesmo.

Democracia e mudança se dão por efetiva ação e não por reclamação que é pouco efetiva, em uma eleição o voto é a primeira ação para mudanças.

Já ouviram falar do “seja a mudança que você quer para o mundo”?

Recebi em grupo de WhatsApp que participo, grupo de engenharia, uma parábola muito interessante:

“Duas pessoas estão conversando na barca e uma delas fala para a outra, se tivessem dez pessoas honestas na nossa cidade, ela seria melhor. A resposta foi, se você fosse uma delas só precisa de mais nove!”

Bom, acho que meu ponto tá claro, não é?

É preciso parar imediatamente com hipocrisia, falso moralismo, discursos inflamados em redes sociais, grupos de conversas sejam pessoais ou por meio de aplicativos. É preciso sair do campo das ideias e passar a ação, caso contrário nada será minimamente como esperamos, afinal o ser humano é o animal mais egoísta da face da terra e se cada um não fizer a sua parte, ninguém fará por você.

Adicionalmente ao engajamento é preciso que as pessoas retomem a razão, diminuam seu furor inconsequente, irracional, parem de focar nas coisas que divergem e focar no que convergem, acredito que realmente, se respirarmos fundo e analisarmos as coisas com racionalidade, notaremos que existem muito mais coisas que concordamos do que discordamos, e mesmo que não o seja, acredito que, principalmente os profissionais da área tecnológica, que estudaram e foram treinados para resolver problemas usando cálculos, lógica e pensamento racional, vão notar que se deve iniciar por aquilo que é mais fácil resolver, ou seja, os pontos de convergência.

Se os profissionais da engenharia e demais profissões da área tecnológica não conseguem enxergar isso, estamos perdidos!

Recomendo acompanhar o canal do Youtube do meu amigo Eng. André Luis Faturi, que traz insights a respeito de uma engenharia mais engajada e aberta para debates.

Desta forma, vamos tirar o algodão do nariz, levantar, respirar fundo e colocar as mãos na massa!

Participar, cobrar, votar, ser o exemplo e mudança que queremos para o mundo, iniciando pelas pequenas coisas, quem sabe assim conseguiremos cumprir a grande missão da engenharia que é transformar o nosso ambiente no melhor possível, de forma sustentável e com o máximo conforto para a humanidade. Mas caso não queira… faça um grande favor, não despeje a sua ignorância, preguiça e falta de empenho, afinal se você não quer um mundo melhor, eu e muitos outros queremos e como profissional da engenharia, não vou desistir de lutar por uma engenharia cada vez melhor, para os engenheiros e para as pessoas que dependem da engenharia ou seja, o mundo!

*Joel Rodrigues é Engenheiro Civil, 42 anos, casado, dois filhos, MBA em Gestão de Negócios, pós-graduando em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e Engenharia Ferroviária pelo Instituto de Pós-graduação de Goiânia. Possui experiência de mais de 20 anos em projetos, obras e serviços de engenharia em empresas de Construção, Montagem, Manutenção Civil e Industrial, com atuação nos segmentos Aeroportuário, Hospitalar, Portuário, Transporte de Valores, Segurança Patrimonial, Naval, Concessões, Óleo & Gás, Obras Públicas, Infraestrutura entre outras.

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