Três homens participaram do crime, apenas um foi preso
O ex-secretário de segurança de Guarulhos, Aparecido Donizette Begosso, 66 anos, recebeu duas ligações em seu trabalho dias antes de ser assassinato com três tiros. O crime aconteceu na empresa da vítima, na tarde da última terça-feira (19), na região de Cumbica.
Os telefonemas foram feitos de um único número, por um homem não identificado, nos dias 8 e 9 de outubro. As conversas foram gravadas e enviadas ao Cido Begosso, como era conhecido. O conteúdo também foi encaminhado ao celular do autor das ligações.
Segundo o boletim de ocorrência ao qual o GRU Diário teve acesso, no primeiro contato o homem acusou Cido de ter relação extraconjugal e o ameaçou dizendo que “iria lá para pegar ele no pau”. Em outra oportunidade, no dia seguinte, disse que o ex-secretário não pagava os funcionários.
Onze dias depois das ligações misteriosas, três homens foram até a empresa de Cido, um lava-rápido especializado na lavagem de caminhões, na região de Cumbica. Segundo duas testemunhas, um dos suspeitos ficou na porta, o outro abordou duas funcionárias e tomou os celulares. O terceiro homem estava armado e foi até a sala onde Cido estava. O ex-secretário implorou pela vida: “Não, não, não”. O grito foi ouvido pelas funcionárias, seguido do barulho dos tiros.
Os três homens fugiram sem levar mais nada, além dos aparelhos das funcionárias. Havia outros funcionários no lava-rápido, mas nenhum deles foi alvo dos criminosos. Inclusive, o celular de Cido foi encontrado no local e apreendido pela polícia.
O ex-secretário foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros até o Hospital Pimentas-Bonsucesso, mas não resistiu aos ferimentos.
Um preso, dois foragidos
No mesmo dia do crime, à tarde, a PM prendeu um dos criminosos, de 29 anos, que negou ter atirado no empresário. Ele contou em depoimento à polícia que foi até a empresa apenas para dar carona aos outros dois homens e “que tem a consciência tranquila e não atirou em ninguém”. O suspeito foi preso preventivamente.
O carro usado no crime passou por perícia e continha roupas que foram recolhidas para verificação de DNA, e celulares que estão com a polícia.
Segundo a polícia, foi solicitada a quebra de sigilo dos celulares achados no veículo usado no crime.
Até o fechamento desta reportagem, os dois comparsas continuavam foragidos. As investigações continuam.

