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Brasileiros resgatados em Wuhan dizem que era melhor ter ficado na China

Foto: Keven Cobalchini/Agência Câmara
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Grupo com 34 pessoas deixou o epicentro da covid-19 em fevereiro do ano passado

Em 9 de fevereiro do ano passado, um grupo com 34 brasileiros deixaram Wuhan, na China. após serem resgatados do epicentro da covid-19 por um aviação da FAB (Fora Aérea Brasileira). Um ano depois, parte deles contou para o jornal Extra que teria sido melhor ficar na China.

“Todos falam que, se soubéssemos como estaria hoje, não teríamos voltado para cá (Brasil)”,  disse ao jornal a modelo catarinense Adrielly Eger. Segundo ela, as medidas severas de controle da pandemia implementadas pelos chineses tornaram o país um lugar muito mais seguro para passar a pandemia do que o Brasil.

Naquele mês, o Brasil não tinha registrado nenhum caso do novo coronavírus enquanto na China havia 34 mil casos confirmados e 718 mortes. 

“Eles (chineses) tiveram coerência. Quando foi preciso, fecharam tudo, foram radicais. Aqui foi um caos total. Não havia conversa entre estados, municípios, governo. O presidente queria abrir, o resto queria fechar. Por isso a crise está se estendendo tanto tempo”, disse ao Extra o professor mineiro Vitor Campos. Ele estava finalizando o mestrado em linguística na Universidade de Huazhong, em Wuhan.

Já treinador de futebol Marcelo Vasconcelos optou por ficar na China e não se arrependeu. Natural de Santo André (SP), ele mora há quatro anos no país e disse ao Extra que que o rigor do governo na aplicação de testes, medidas restritivas e multas a quem desrespeitasse o isolamento, além do engajamento da população, fez do país asiático um modelo no enfrentamento ao vírus. 

“Os chineses se uniram, respeitaram regras, esse foi o grande diferencial. Desde maio aqui está tudo normal. Tem áreas que pode até ficar sem máscara, mas em ambientes de aglomeração é obrigatório”, disse o treinador. Ele ainda afirma que a imagem do Brasil foi afetada. “Nossa imagem está muito ruim”. 

A Medida Provisória 921/20 possibilitou a retirada de 31 repatriados e três diplomatas, transportados em dois aviões da FAB (Fora Aérea Brasileira). De volta ao Brasil, o grupo permaneceu em quarentena por 18 dias na Base Aérea de Anápolis (GO) para afastar suspeita de contaminação pela covid-19.

(com informações da Agência Câmara de Notícias)

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