Candidato à reeleição disse que vai buscar apoio de Romeu Zema (Novo), reeleito governador de Minas Gerais
Com a definição de segundo turno contra o ex-presidente Lula (PT) pela Presidência, o candidata à reeleição Jair Bolsonaro (PL) afirmou que as “pesquisas [eleitorais] estão desmoralizadas” e que quer evitar que o Brasil mude para pior.
As declarações foram dadas durante uma coletiva de imprensa em Brasília, neste domingo (2). Ele afirmou que o Brasil não pode retroceder para a esquerda, como ocorreu com a Argentina.
“Na Argentina, 40% da população está na pobreza. A inflação lá está com uma projeção de 100% ao ano”, disse o Bolsonaro.
Segundo Bolsonaro, a população brasileira aponta um desejo de mudança e o principal motivo seria o fato do preço alto de alimentos e do custo de vida.
“Nós tentamos mostrar durante a campanha, mas parece que não atingiu a camada mais importante das sociedade. Então analisamos, vamos…, nós vencemos a mentira no dia de hoje, tava o Datafolha dando aí 51% a trinta e poucos. Temos um segundo tempo pela frente, onde tudo passa a ser igual. Nós vamos mostrar agora melhor para o brasileiro, especial a classe mais afetada, a consequência da política do Fique em Casa, a economia a gente vê depois”, disse Bolsonaro.
O presidente disse ainda que espera que os institutos não realizem mais pesquisas. Questionado sobre a seriedade do processo eleitoral, Bolsonaro evitou levantar dúvidas e afirmou que vai esperar um posicionamento das Forças Armadas, que acompanharam todo o processo e esteve na sala cofre de apuração.
O presidente falou ainda que vai solicitar apoio ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), estado com o segundo maior colégio eleitoral do País. Bolsonaro perdeu para Lula em Minas, mas acredita que pode reverter o cenário com o apoio de Zema.
Historicamente, nenhum candidato conseguiu se eleger presidente sem ser vencedor em Minas Gerais.



