Episódio aconteceu em Foz do Iguaçu
O agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho invadiu a festa de aniversário de 50 anos do guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Aloizio de Arruda, em Foz do Iguaçu, na noite deste sábado (9), que tinha como tema o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bolsonarista, Guaranho atirou em Arruda, que revidou com tiros. Arruda morreu e Guaranho está internado.
De acordo com a polícia, Guaranho não era convidado da festa e chegou ao local com uma mulher e um bebê. Testemunhas disseram que ele gritava “aqui é Bolsonaro”. Ninguém no local conhecia o agente. Arruda jogou chope no intruso e o expulsou do local.
Guaranho deixou a festa com a mulher e a criança e voltou, sozinho, 20 minutos depois. Ele atirou duas vezes em Arruda, que, caído no chão, revidou e matou o agressor. Inicialmente, a Polícia Civil tinha informado que Guaranho, mas retificou a informação. O agressor está internado no Hospital Municipal Padre Germano Lauck morreu no local. Arruda chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Arruda deixa a mulher e quatro filhos. Ele foi candidato a vice-prefeito pelo PT em Foz do Iguaçu em 2020.
Em nota, o ex-presidente Lula lamentou o episódio.
“Uma pessoa, por intolerância, ameaçou e depois atirou nele, que se defendeu e evitou uma tragédia ainda maior. Duas famílias perderam seus pais. Filhos ficaram órfãos, inclusive os do agressor”, disse.
Pelas redes sociais, Bolsonaro pediu apuração do episódio e disse que dispensa apoio de pessoas violentas.
“Dispensamos qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores. A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos”, afirmou.
Texto atualizado às 23h20



