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Amigos fazem campanha para ajudar no tratamento da adolescente baleada no Parque Chico Mendes

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Foto: Divulgação/Facebook
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Marcely, de 14 anos, ficou paraplégica após receber tiros de um adolescente. 

Há dois meses, Marcely Canfild, de 14 anos, saiu de casa com os amigos e uma das irmãs, de 20 anos, para se divertir no Parque Chico Mendes, na Avenida José Miguel Ackel, nos Pimentas. A turma aproveitava a tarde de uma sexta-feira, 14 de agosto, para conversar e andar de skate.

Um adolescente, de 16 anos, se aproximou do grupo e tentou se enturmar. Os amigos acharam o “menino bem estranho”, ficaram com medo dele, principalmente, após ter assediado as meninas do grupo. Os amigos se afastaram do garoto.

O adolescente foi embora, mas retornou por volta das 18h. Sumiu por um tempo, e voltou atirando. Os disparos acertaram a Marcely e dois amigos, de 14 e 16 anos. A bala ficou alojada na coluna. Os amigos, assim como Marcely, tiveram sequelas físicas e emocionais. 

Em depoimento à polícia, o atirador contou que “deu vontade de dar alguns tiros nas pessoas”. Então, “deu um tiro em cada umas das vítimas”.

“Tentando seguir em frente”

A vida da Marcely mudou completamente. Ela não senta mais sozinha, não fica em pé, não anda. Marcely ficou paraplégica.

“Infelizmente, maldade tem em tudo quanto é lugar. É algo que você nunca imagina que vai acontecer. Foi um baque. Estamos tentando seguir em frente”, afirmou a mãe da Marcely, a dona de casa, Priscila Confild Cardoso Santana, de 44 anos. 

Priscila lembrou que a filha sempre foi ativa, deu aulas particulares, é boa aluna e querida pelos professores. Depois da tentativa de homicídio, Priscila enfrenta um processo doloroso em busca de recuperação para Marcely e passou por uma sequência de humilhações. 

Desde as primeiras horas após o tiro, durante os primeiros socorros, até a internação, Priscila ouviu diversas piadinhas e foi maltratada em um momento de fragilidade e desespero. 

Ouviu de uma das médicas que a filha jamais voltaria a andar. Outros agentes públicos trataram Marcely com desprezo “como se a minha filha fosse um lixo, como se a minha filha fosse uma qualquer que anda de skate, por ter cabelo curto”, reforça Priscila. Ela ainda escutou que a filha tinha acabado com a vida dela. “Só asneira, gozação, piadinha. É muito triste isso que eles fizeram”, disse. 

O foco da Priscila está no tratamento da Marcely, na alegria de vê-la fazendo coisas que tinha deixado de fazer por causa das sequelas do tiro, aos poucos. “A minha preocupação é recuperar a minha filha, que ela fique boa. Ela está melhor, mais animada. Mas isso não faz com que ela se reabilite de verdade. Eu me sinto impotente por não ter dinheiro para poder correr atrás. Infelizmente, muitas coisas dependem de dinheiro”, afirmou.  

Marcely passa mal recorrentemente. Vai para o hospital, é medicada, volta para casa. Nesta quarta-feira, 14, Priscila precisou chamar uma ambulância para socorrer a filha. A adolescente foi internada no Hospital Municipal da Criança e do Adolescente (HMCA), onde faz exames para os médicos avaliarem seu estado de saúde. 

Os amigos iniciaram uma corrente de oração, desde que Marcely foi internada e passou por cirurgia, para que a jovem se recupere.

“Gente, vamos orar pela minha amiga Marcely Canfild. Deus da vitória… Ajude a minha amiga a melhorar, além de ela ser linda, maravilhosa, uma boa amiga, uma boa conselheira. Além dela ser linda por fora, ela também é linda por dentro. Gente, eu imploro que vocês ajudem. Compartilhem com os amigos no zap, em todas as redes sociais para ajudar”, escreveu uma amiga na rede social. 

Reabilitação e ajuda dos amigos 

Os médicos disseram que a paralisia pode ser reversível, mas a Marcely precisará passar por um longo processo de reabilitação e mais cirurgias. Não há garantias. A família tem dificuldades financeiras para arcar com o tratamento que também envolve gastos com medicamentos, fraldas, curativos, alimentação e transporte. 

“Eu não tenho condições. Pago aluguel, água e luz”, contou Priscila, que mora com as filhas e o marido. Ele é quem sustenta a casa com sete pessoas. O companheiro ganha pouco mais de um salário mínimo, ainda assim, o valor impede a família de solicitar benefício do governo para pessoas com deficiência. 

A família mora no Jardim Santo Afonso, nos Pimentas, e Marcely conseguiu uma vaga para Marcely no Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, no Morumbi (zona oeste da capital). Para levar a filha até o instituto, e retornar para casa, Priscila conta com a carona de amigos. Às vezes, consegue dinheiro emprestado. 

Ao ver a dificuldade de Priscila, os amigos da Marcely fizeram uma vaquinha para ajudar no tratamento e divulgaram nas redes sociais.

“Infelizmente o atentado deixou sequelas em sua capacidade de se movimentar, exigindo nesse momento cuidados para sua recuperação. Por isso, estamos aqui mobilizando uma campanha solidária para amparar Marcely nesse momento doloroso”, escreveu uma das amigas ao publicar informações sobre a campanha. 

Dados bancários para ajudar a Marcely
Banco: 260 (Nubank)
Agência: 0001
Conta: 16468733-2
CPF: 302.491.588-50
Nome: Priscila Confild Cardoso Santana

Segredo de Justiça e medidas socioeducativas 

O adolescente, de 16 anos, foi encaminhado para a Vara da Infância e da Juventude, na ocasião do crime, segundo a Polícia Civil.

A reportagem entrou em contato com a Fundação Casa, a Prefeitura de Guarulhos e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) para saber se o menor cumpre medida socioeducativa.

O artigo 112 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece as seguintes medidas socioeducativas: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação

A Fundação CASA disse, em nota, que “não podemos dar informações específicas sobre um adolescente em atendimento na Fundação CASA”.

Em nota, a Prefeitura de Guarulhos afirmou que “no âmbito da Assistência Social, o assunto é sigiloso. Esta informação deve ser solicitada à Justiça”.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) informou, por meio de nota, que os processos envolvendo menores tramitam em segredo de Justiça, dessa forma, “não temos informações disponíveis”.

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