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Guarucoop cobra punição rigorosa após prisão de líder dos “arrastadores” do Aeroporto de Guarulhos

arrastadores do aeroporto preso
Foto: Reprodução
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Presidente de honra da cooperativa afirma que operação da Polícia Civil representa avanço no combate ao esquema de extorsão de passageiros

A prisão de um dos apontados líderes do grupo de “arrastadores” que extorquia passageiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, nesta sexta-feira (26), foi recebida com entusiasmo pela Guarucoop (Cooperativa de Taxistas de Guarulhos). Para o presidente de honra da entidade, Edmílson Americano, a Operação Rapere 2 representa um importante avanço no enfrentamento ao esquema criminoso, mas o trabalho precisa continuar.

Na manhã desta sexta-feira (26), a Polícia Civil prendeu um homem de 40 anos, conhecido como “Zóio”, apontado como um dos líderes da associação criminosa investigada por extorquir passageiros com falsas corridas de táxi e de aplicativos. A prisão ocorreu no próprio aeroporto, onde, segundo a investigação, ele aguardava novas vítimas.

Para Americano, o investigado não seria o único responsável pelo esquema.

“Ele é um dos líderes. Devem existir outros três ou quatro líderes. Com a apreensão dos celulares, acredito que muita coisa ainda será descoberta. Também acredito que existam pessoas de fora envolvidas”, afirmou.

Trabalho integrado

O presidente destacou a atuação da Delegacia Seccional de Guarulhos e elogiou o trabalho conduzido pelo delegado Luiz Romani, além da parceria com a Prefeitura.

“Com o delegado Romani e com a Prefeitura, o diálogo tem sido muito positivo. Durante muito tempo não se fez nada. Agora a Polícia Civil tem atuado com força. Essa é uma questão de segurança pública”, disse.

Segundo Americano, os maiores prejudicados pelo esquema são os passageiros que desembarcam no aeroporto.

“Os usuários são as principais vítimas. Depois vêm os motoristas de aplicativo que trabalham legalmente e também são prejudicados. Por último, a Guarucoop”, ressaltou.

Apesar das prisões realizadas nas duas fases da Operação Rapere, Americano demonstra preocupação com a ousadia dos criminosos.

“O receio existe, mas eles são muito abusados. Continuaram atuando mesmo depois das primeiras prisões. Esse ‘Zóio’ foi preso novamente arrastando passageiros. Eles acham que têm guarida de alguém. É uma coisa absurda. Eles desafiam as autoridades”, afirmou.

Ele destacou ainda que a cooperativa tem colaborado diariamente com as investigações, repassando informações às forças de segurança. Por fim, Americano afirmou esperar que os investigados permaneçam presos.

“Esperamos que o Judiciário mantenha essas pessoas presas, para dar uma resposta à sociedade e garantir mais segurança aos passageiros e aos profissionais que trabalham dentro da legalidade”, concluiu.

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