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Líder de grupo terrorista paraguaio é preso pela Rota em Guarulhos

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Condenado por homicídio no Paraguai, Crispin Fernandez aguardava extradição após ser localizado com documentos falsos na Grande São Paulo

Policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) prenderam, em Guarulhos, na Grande São Paulo, o paraguaio Crispin Fernandez, de 55 anos, apontado como operador logístico do Exército do Povo Paraguaio (EPP), organização classificada como terrorista pelo governo do Paraguai.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito estava foragido desde 2021 e constava na lista de procurados da Interpol em razão de uma condenação por homicídio em seu país de origem. Ele foi localizado utilizando documentos falsos e tentava se passar por um imigrante comum para manter anonimato no Brasil.

A presença do suspeito em território paulista chamou a atenção das autoridades. O comandante da Rota, tenente-coronel Vergilio Correa Mariano, destacou que o refúgio em São Paulo foge do padrão normalmente adotado por criminosos da região, que costumam se esconder em países do Cone Sul ou em áreas próximas à fronteira.

O Exército do Povo Paraguaio surgiu como um grupo armado no norte do Paraguai e é acusado de diversos crimes, como ataques contra forças de segurança, extorsões e sequestros. Um dos episódios de maior repercussão atribuídos à facção foi o sequestro do ex-vice-presidente do Paraguai, o fazendeiro Óscar Denis, ocorrido há cinco anos, em uma região próxima à fronteira com o Mato Grosso do Sul. Um funcionário capturado na mesma ação foi libertado dias depois, mas Denis segue desaparecido.

A Polícia Civil investiga se Crispin Fernandez recebeu apoio do Primeiro Comando da Capital (PCC) durante o período em que permaneceu no Brasil. De acordo com as investigações, o EPP mantém aliança com a facção criminosa brasileira desde pelo menos 2016. O acordo envolveria proteção a rotas de tráfico de drogas e armas em troca de financiamento, facilitando a circulação de integrantes do crime organizado entre os dois países.

O futuro do suspeito agora depende do Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá analisar o pedido de extradição para que ele cumpra a pena imposta pela Justiça paraguaia.

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