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Polícia investiga homem por cobrar aluguel irregular em terrenos vendidos em Guarulhos

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Foto: Reprodução
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Mais de 100 boletins de ocorrência foram registrados contra o suspeito, acusado de ameaças, agressões e até incêndios

A Polícia Civil de São Paulo investiga um homem suspeito de cobrar aluguel de famílias que já haviam comprado seus terrenos em Guarulhos. Segundo as investigações, ele afirmava ser o verdadeiro dono das áreas e usava ameaças, agressões e até incêndios para forçar os moradores a pagar ou deixar o local. Mais de 100 boletins de ocorrência foram registrados contra ele por extorsão qualificada e associação criminosa.

O suspeito também é investigado pelo crime de parcelamento irregular do solo urbano, que prevê punição para loteamentos e desmembramentos clandestinos. Ele seria o responsável por administrar um loteamento irregular no bairro Parque Mikail, onde controlava o fornecimento de água e energia das casas e impedia os moradores de se comunicarem entre si. Quem desobedecia sofria represálias, como cortes de serviços ou invasões.

De acordo com relatos, o homem teria montado uma espécie de “milícia particular” para manter o controle sobre a área. Moradores relataram casos de ameaças de morte e até disparos de arma de fogo contra residências. Uma das vítimas, de 60 anos, contou que precisou abandonar a casa onde vivia com o filho, portador de Síndrome de Down, após o imóvel ser alvejado.

As denúncias chegaram ao vereador e delegado da Polícia Civil Gustavo Mesquita (Republicanos), que foi até o local acompanhado de equipes policiais e encontrou o suspeito. Segundo o parlamentar, o suspeito atuava por meio de diversas empresas para mascarar fraudes imobiliárias e crimes ambientais.

“São famílias humildes, que compraram o sonho da casa própria e hoje vivem um pesadelo. Estão sendo ameaçadas, humilhadas e coagidas por alguém que se diz dono de um condomínio, mas que, ao que tudo indica, age completamente fora da lei”, afirmou Mesquita.

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que os casos são investigados pela Diccma (Delegacia de Investigações sobre Crimes contra o Meio Ambiente) de Guarulhos. A prisão temporária de um dos investigados foi convertida em preventiva, e o irmão dele também teve a prisão decretada. Ambos foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de extorsão qualificada e associação criminosa.

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