Roberta Fernandes foi interrogada e apontada como cúmplice nos homicídios atribuídos à universitária Ana Paula Fernandes, investigada como “serial killer”
A Polícia Civil de São Paulo indiciou nesta terça-feira (14) Roberta Cristina Veloso Fernandes, de 36 anos, irmã gêmea da universitária Ana Paula Veloso Fernandes, acusada de envenenar e matar quatro pessoas entre janeiro e maio deste ano em São Paulo e no Rio de Janeiro. O caso é investigado pelo 1º DP (Distrito Policial) de Guarulhos, no Centro.
Roberta foi responsabilizada criminalmente pelos mesmos homicídios após ser interrogada pela equipe que conduz as investigações. Segundo a polícia, ela teria auxiliado a irmã na execução dos crimes, que também contaram com a colaboração de Michelle Paiva da Silva, de 43 anos, filha de uma das vítimas. As três mulheres estão presas.
Ana Paula, estudante de direito, é apontada como autora dos assassinatos de Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Corrêa da Silva e Hayder Mhazres. As vítimas teriam sido envenenadas com um inseticida agrícola à base de terbufós, substância encontrada em um frasco apreendido na casa da universitária, em Guarulhos.
De acordo com a investigação, o veneno teria sido misturado a alimentos como sanduíches, bolos, feijão e milkshakes. Os laudos da Polícia Técnico-Científica confirmaram a presença do composto químico, que é tóxico para humanos e animais. Três dos quatro corpos foram exumados para análise complementar.
A polícia acredita que a motivação dos crimes foi patrimonial — Ana Paula buscava ficar com os bens e o dinheiro das vítimas. Todas morreram com sintomas compatíveis com envenenamento, como edemas pulmonares e sinais internos de intoxicação.
Em nota, a defesa das irmãs afirmou que “não há provas concretas” do envolvimento de suas clientes e que acompanhará o caso com “seriedade e discrição”, destacando que o processo ainda está em fase de formação de provas.
O Ministério Público pode denunciar Roberta como coautora dos quatro homicídios, enquanto Michelle deve responder pela morte do próprio pai. A Polícia Civil ainda apura se há outras possíveis vítimas. Ana Paula segue presa preventivamente na capital, e Roberta e Michelle permanecem em presídios de Guarulhos.



