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Família de Néfi Tales é condenada a devolver bens e imóveis à Prefeitura de Guarulhos

Néfi Tales, ex-prefeito de Guarulhos
Foto: Reprodução
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Decisão do Tribunal de Justiça se refere a um prédio, seis fazendas, um sítio, um apartamento de alto padrão, uma mansão, além de carros

Após mais de 20 anos, a 4ª Câmara de Direito Público do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) condenou a família do ex-prefeito de Guarulhos, Néfi Tales, a devolver à Prefeitura de Guarulhos bens e imóveis que teriam sido adquiridos com dinheiro desviado da administração municipal em sua última gestão, nos anos de 1997 e 1998. Néfi morreu em 2003 e a responsabilidade da ação ficou com seus familiares, que também são réus na ação do MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo).

Néfi foi cassado pela Câmara Municipal, em 1998, por suposto repasse inferior do duodécimo (valor destinado pela Prefeitura à Câmara). Contudo, anos depois o Legislativo comprovou que os repasses estavam regulares. Ele foi acusado de comandar um esquema de corrupção e, antes de ser cassado, já tinha sido afastado do cargo por decisão judicial, após intervenção do MP. O processo refere-se a um prédio, seis fazendas, um sítio, um apartamento de alto padrão, uma mansão, além de carros, que somavam mais de R$ 4 milhões à época.

De acordo com denúncia apresentada pelo promotor Nadim Mazloum, Néfi teria aumentado o capital social de sua empresa, a Consmac Indústria, Comércio e Construções Ltda, e comprado imóveis com dinheiro vivo. O relator do processo no TJSP, desembargador Osvaldo Magalhães, avaliou que a família de Néfi não conseguiu comprovar a origem do dinheiro da empresa.

Para o empresário Néfi Tales Filho, que é um dos envolvidos no processo e filho do ex-prefeito, a decisão é injusta. Ele argumentou que o Judiciário não conseguiu comprovar a existência de corrupção, nem qual seria a suposta fonte ilícita de dinheiro. Nefinho, como é conhecido, afirmou que a família vai recorrer da decisão.

“Foi feita mais uma injustiça, sem comprovar os acontecimentos, os desvios que eles dizem. Vamos recorrer no Tribunal de Justiça e depois, se não conseguirmos êxito, ao Superior Tribunal de Justiça”, explicou.


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