Atração seguiu em um ritmo excessivamente lento do início ao fim
Hoje inicio minha coluna comentando a estreia do programa “Em Família com Eliana”, exibido pela TV Globo no último domingo (15). A atração deixou claro que a emissora ainda enfrenta dificuldades na produção de programas de auditório.
Embora o talento de Eliana na condução de atrações seja público e inquestionável, isso não foi suficiente para tornar o programa convidativo a ponto de prender a atenção do telespectador.
A atração seguiu em um ritmo excessivamente lento do início ao fim. Mesmo com a aposta da Globo em um formato competitivo, “Em Família com Eliana” se mostrou cansativo em diversos momentos.
A proposta de explorar núcleos familiares ligados à música, em diferentes regiões do país, é interessante. No entanto, a execução apresentou um quadro repetitivo, com apresentações intercaladas por histórias de superação que pouco evoluíam, tornando a dinâmica previsível.
Outro ponto que comprometeu o resultado foi a edição. O excesso de cortes prejudicou a espontaneidade dos convidados, fazendo com que as interações de Eliana Michaelichen não fluíssem de maneira natural.
Os problemas se estenderam ao roteiro, especialmente na forma como o merchandising foi inserido. A conversa com o cantor Daniel, por exemplo, soou desconexa e constrangedora em alguns momentos, com uma entrevista que se perdeu no palco.
Para esta coluna, é inegável o talento de Eliana — amiga deste colunista há muitos anos —, mas é evidente que ela enfrenta um grande desafio profissional: alcançar bons resultados de audiência em um cenário altamente competitivo.
Em um horário disputado, sua imagem empática e acolhedora pode, sim, agregar valor ao programa. Para isso, no entanto, será fundamental que tenha mais liberdade e espaço para imprimir sua personalidade na atração.
Frase final: O amanhã será baseado no que construímos hoje.

