Decisões internas contribuíram para a crise de audiência e a debandada de artistas
Hoje inicio a coluna comentando a afirmação de Fernando Pelegio, que, após 40 anos de serviços prestados, foi demitido do SBT. Em entrevista, ele aproveitou a oportunidade para sair em defesa de outro colega desligado recentemente, Mauro Lissoni. E não parou por aí: enviou um recado direto à atual cúpula da emissora, presidida por Daniela Beyruti.
Em publicação na rede social X, Pelegio criticou o que chamou de “exposição” pública do ex-colega, insinuando que decisões internas contribuíram para a crise de audiência e a debandada de artistas.
Segundo ele, a situação não pode ser atribuída a um único nome. “Isso é ego”, afirmou. Sem citar diretamente as filhas de Silvio Santos (1930–2024), deixou no ar a existência de instâncias superiores interferindo em decisões estratégicas dentro da emissora.
Pelegio deixou o SBT em setembro de 2023, após quatro décadas na casa, em um movimento oficializado como comum acordo com a diretoria. Ainda assim, foi alvo de críticas por mudanças na programação.
Na avaliação do ex-diretor, é injusto responsabilizar Lissoni isoladamente pelo momento turbulento vivido pela emissora. Para ele, erros podem ter ocorrido, mas não foram individuais.
Para a coluna, houve ingerências e aceitação de sugestões externas, especialmente considerando a pressão inerente ao cargo de diretor artístico, responsável por definir nomes e estratégias da grade de programação.
Frase final: Quando é preciso pressionar para garantir um direito, a lei não está sendo cumprida.

