Ícone do site GRU Diário

Tony Auad: Roque Santeiro volta à televisão e resgata nomes marcantes da dramaturgia

Roque Santeiro, novela

Foto: Acervo/Globo

Novela certamente vai proporcionar um momento de saudosismo de uma época que continua repercutindo na mídia

Hoje inicio minha coluna comentando a volta da novela “Roque Santeiro”, na faixa de edição especial da Globo. Ao longo dos próximos meses, o público terá a oportunidade de rever muitos atores consagrados da televisão brasileira que já morreram e deixaram sua marca na dramaturgia.

José Wilker (1944-2014) interpretou o personagem que dá nome à novela. Na história, Roque Santeiro é um artesão considerado mártir depois de supostamente ter morrido ao defender a cidade. Ele se transforma em uma verdadeira lenda quando reaparece vivo, 17 anos depois.

Ator consagrado, com dezenas de novelas e filmes em sua trajetória, José Wilker morreu aos 69 anos, vítima de um infarto fulminante enquanto dormia em sua casa, no Rio de Janeiro.

Outro personagem marcante da novela é Zé das Medalhas, interpretado pelo ator Armando Bógus (1930-1993). Na trama, ele explora a fé dos fiéis ao fabricar e vender artefatos relacionados ao suposto santo Roque Santeiro. Armando Bógus morreu aos 63 anos, em decorrência de complicações causadas por leucemia.

A paróquia da fictícia cidade de Asa Branca vive em constante conflito por conta das diferentes visões ideológicas apresentadas na trama. Paulo Gracindo (1911-1995) interpretou o rígido padre Hipólito, encarregado de defender o mito do mártir. O ator morreu aos 84 anos, em decorrência de um câncer de próstata.

Do outro lado do embate religioso está Albano, interpretado por Cláudio Cavalcanti (1940-2013). Conhecido como “padre vermelho”, ele confronta Hipólito ao defender causas sociais e os moradores mais vulneráveis. Cláudio Cavalcanti morreu aos 73 anos, após complicações de uma cirurgia cardíaca, que também provocaram insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos.

Já o professor Astromar Junqueira foi interpretado por Rui Rezende (1937-2026). O personagem alimenta o folclore local e representa uma das lendas de Asa Branca, sendo apontado pela população como um homem que se transforma em lobisomem nas noites de lua cheia. Rui Rezende morreu aos 88 anos, após enfrentar um câncer.

Como o leitor pode observar, boa parte dos atores que estão nessa novela, que começa hoje sua reprise à tarde na Globo, já morreu e deixou saudades aos telespectadores. A produção marcou época e alcançou grande audiência durante sua exibição original.

É importante destacar que ainda não estamos citando todo o elenco principal, que conta com Regina Duarte, Lima Duarte, entre outros grandes nomes da televisão brasileira.

A novela certamente vai proporcionar um momento de saudosismo de uma época que continua repercutindo na mídia. Sem dúvida, será uma oportunidade para o público reencontrar personagens que ficaram na memória, mesmo com a reprise sendo exibida no período da tarde.

Frase final: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará.”

Sair da versão mobile