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Prefeitura de Praia Grande tentou barrar entrada de refugiados afegãos

Refugiados Afegãos

Foto: Reprodução/Instagram/Juliana Cardoso

Prefeitura chegou a fechar colônia que recebeu refugiados e reabriu após acertar apoio do governo federal para tratamento dos novos hóspedes

Aproximadamente 170 afegãos refugiados que deixaram o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Cumbica, rumo à colônia de férias do Sindicatos dos Químicos, na Praia Grande, enfrentaram quase quatro horas de incerteza após a Prefeita da cidade, Rachel Chini (PSDB), fechar o local por conta da falta de AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), na noite de sexta-feira (30).

A entrada dos refugiados foi liberada somente após um novo acordo entre a Prefeitura da cidade e o governo federal.

Os afegãos já tinham sido rejeitados por hotéis de Guarulhos pelo fato de enfrentarem um surto de sarna. Já a Prefeitura de Guarulhos informou que não tem mais abrigos disponíveis para todos os refugiados.

Desde que os afegãos começaram a obter o visto humanitário e se alocarem no Brasil para fugir do governo do Taleban, o prefeito Guti (PSD) solicitou ao governo federal que a cidade de Guarulhos fosse considerada como fronteiriça, para conseguir alocar recursos e apoio do governo federal.

Na quinta-feira (29), o deputado federal Alencar Santana (PT-SP) anunciou ao lado do ministro da Justiça, Flávio Dino, que os afegãos seriam alocados em hotéis. A responsabilidade pelo transporte e pela alimentação dos afegãos durante o trajeto ficou a cargo da Prefeitura de Guarulhos.

Após negativa de estabelecimentos da cidade, a deputada federal Juliana Cardoso (PT-SP) conseguiu junto ao vereador Hélio Cardoso (PT) o espaço na colônia de férias.

A Prefeitura da cidade, porém, afirmou que recebeu uma “nota técnica com obrigações da cidade para recepcionar os afegãos como médicos, vacinas, exames laboratoriais, pois as pessoas estão doentes e precisam ficar isoladas”.

Após o impasse, uma reunião entre a prefeita de Praia Grande e o ministro da Justiça selou um acordo no qual a responsabilidade sobre os afegãos, como as questões de saúde citadas na nota técnica, ficariam a cargo do governo federal.

A prefeita fez a liberação do espaço e exigiu ainda a presença de policiais federais ou estaduais na porta do abrigo para controle de acesso.

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