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Pela 1ª vez na pandemia, Guarulhos registra mais mortes do que nascimentos

Pés de bebê

Foto: Arquivo/Agência Brasil

No mês de abril, até o momento, 354 pessoas morreram na cidade, enquanto 313 bebês nasceram

Pela primeira vez desde que a pandemia se instalou no País, Guarulhos registrou um número maior de mortes do que nascimentos.

De acordo com dados da ARPEN-SP (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo), foram registrados 354 óbitos e 313 na cidade.

Neste mês, se levado em consideração o quantitativo de mortes por covid-19 apontado pela Secretaria de Saúde da idade, 70% dos óbitos de Guarulhos ocorreram em decorrência da doença. São 244 vítimas fatais do coronavírus na cidade.

Março deste ano foi o mês mais mortal da pandemia em Guarulhos, com 558 óbitos. Se somadas as mortes por outros motivos além da covid-19, este número é de 1.391 óbitos e 1.503 nascimentos.

Reportagem do GRU Diário já informou que não se morre apenas de covid-19 na cidade, mas que a doença tem sido responsável por um a cada três óbitos na cidade.

Em matéria publicada pelo portal de notícias G1, foi apontado em o aumento de mortes superou o de nascimentos em toda a região sudeste na primeira semana deste mês.

Entrevistado pelo portal da Globo, o doutor em demografia José Eustáquio Diniz Alves afirmou que a pandemia influencia na decisão de casais terem ou não filhos.

“A pandemia acelerou as mortes e reduziu o nascimento, por quê? Na primeira onda, em junho e julho, muitas mulheres e casais a hora que viram o sistema colapsando, o mercado de trabalho com 32 milhões de desempregas, adiaram a decisão reprodutiva. A mulher decidiu ficar grávida em um momento mais adequado”, afirmou.

A professora de demografia e membro do Centro de Estudos para População e Desenvolvimento de Harvard, Márcia Castro, afirmou que este aumento é provisório e que nascimentos devem voltar a superar as mortes.

“Na medida em que hospitalizações, casos e mortes se reduzam, ou seja, que não haja tanta sobre mortalidade, a razão aumentaria. O efeito demográfico não é de longo prazo. Mas o impacto do excesso de mortes é nítido, preocupante, e um reflexo da falta coordenada de controle, o que gera uma condição totalmente inédita. Espera-se que seja temporária, mas depende do que será feito para conter essa alta mortalidade sendo observada”, disse a especialista

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