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Para fugir da guerra, brasileiros retornaram do Oriente Médio para Guarulhos

saguão do Aeroporto de Guarulhos

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Mais de 4 mil brasileiros já retornaram do Oriente Médio por Dubai e Doha, diz Itamaraty

Mais de 4 mil brasileiros conseguiram retornar do Oriente Médio desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Ministério das Relações Exteriores, conhecido como Itamaraty. Os voos regulares da companhia Emirates entre Dubai e o Aeroporto Internacional de Guarulhos e o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, foram retomados no dia 4 de março.

Segundo o governo brasileiro, os retornos ocorreram principalmente por meio de voos comerciais que partiram dos aeroportos de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e de Doha, no Catar. Até o momento, foram realizadas 14 operações por essa rota, permitindo o retorno de cerca de 3,8 mil brasileiros.

Já em Doha, os embarques foram retomados no dia 7 de março. Desde então, 278 brasileiros conseguiram retornar ao país. O voo direto entre Doha e Guarulhos, operado pela Qatar Airways, foi retomado nesta quinta-feira (12), com nova operação prevista para o dia 15.

Orientações do Itamaraty

Desde o início do conflito, o governo brasileiro recomenda evitar viagens para 12 países do Oriente Médio. Para quem já está na região, o Itamaraty orienta seguir as recomendações de segurança das autoridades locais e procurar as companhias aéreas em caso de cancelamento de voos.

O ministério também mantém plantões consulares nos países afetados pela guerra. Devido a restrições locais de comunicação, a orientação é que brasileiros priorizem o envio de mensagens de texto caso chamadas por WhatsApp não sejam completadas.

Além disso, o governo negocia alternativas de transporte terrestre seguro a partir de cidades como Kuwait e Manama, no Bahrein, até o aeroporto de Riade, na Arábia Saudita, para posterior embarque em voos comerciais com destino ao Brasil. Segundo o Itamaraty, o auxílio prioriza brasileiros não residentes e grupos preferenciais previstos na legislação.

Impactos da guerra

O conflito, que se aproxima de duas semanas, já deixou cerca de 2 mil mortos, a maioria iranianos e libaneses. A escalada militar também tem provocado reflexos no mercado internacional de petróleo.

O governo iraniano chegou a alertar que o preço do barril poderia atingir US$ 200 nas próximas semanas, em meio a ataques contra navios que atravessam o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Diante do cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou medidas para reduzir impactos no preço do diesel no Brasil, incluindo decreto que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do combustível e uma medida provisória de subvenção ao diesel para produtores e importadores.

(Com informações da Agência Brasil)

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