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MP arquiva acusação contra Guti sobre obra não concluída no rio Baquirivu

Guti, ex-prefeito de Guarulhos

Foto: Reprodução

Prefeito foi à Câmara se defender e foi alvo de novas críticas dos vereadores

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) arquivou o inquérito civil contra o ex-prefeito Guti (PSD), que foi acusado pela CEI (Comissão Especial de Inquérito) do Baquirivu, da Câmara Municipal, de improbidade administrativa pela execução do projeto Viva Baquirivu. Ele compareceu à sessão do Legislativo desta quarta-feira (8) para se defender, mas foi alvo de novas críticas pelos vereadores.

As obras do Viva Baquirivu são executadas com recursos de empréstimo obtido em 2020 junto à CAF (Cooperação Andina de Fomento), com aval do Senado Federal, ao custo de 96 milhões de dólares, ou seja, mais de R$ 500 milhões. A gestão Guti, à época, informou que a obra seria concluída até o final de 2024 e acabaria com 70% das enchentes da cidade.

Os vereadores acusaram Guti de não fazer a suplementação orçamentária necessária para fazer frente às despesas assumidas contratualmente com a CAF, além de deixar de executar obras destinadas ao reassentamento de famílias residentes em áreas precárias da região, previstas no projeto original. Os parlamentares pontuaram à Promotoria que a Prefeitura contratou empresa para fazer as obras de canalização do rio Baquirivu-Guaçu, sem a inclusão de piscinões para conter as enchentes.

Para o Ministério Público, não há comprovação de desvios de recursos públicos na obra, que foi paralisada no final da gestão Guti e retomada no governo do prefeito Lucas Sanches (PL). Não há prazo definido para a sua conclusão. Recentemente, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que vai aportar recursos para a conclusão das obras no Baquirivu.

“Eu tive a minha honra atacada. Tentaram imputar corrupção a mim e nunca fui condenado por algum tipo de corrupção na minha vida. Não há nada de corrupção nas obras”, defendeu Guti.

Debate

Após se defender, Guti foi fortemente criticado pelos vereadores de oposição e da base aliada de Lucas. Ele foi defendido apenas pelo vereador Geleia (PSD).

Guti foi chamado de “mentiroso” pelos vereadores Rômulo Ornelas (PT) e Laércio Sandes (União Brasil) por, supostamente, ter inflado a dívida da cidade a R$ 7 bilhões e afirmado que reduziu a mesma.

“Ele (Guti) contraiu vários endividamentos para fazer obras mal feitas, como no Baquirivu. Ele consumiu 60%, 70% do Baquirivu e não avançou na mesma medida à época que houve a contratação”, afirmou Sandes.

Marcelo Seminaldo (PT) disse que Guti, por questões ideológicas, deixou de obter recursos federais para Guarulhos por não querer ajuda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Guarulhos é uma das cidades com mais problemas habitacionais no Brasil e não foi construída uma unidade do Minha Casa Minha Vida, porque (Guti) não foi buscar recurso federal. Não foi buscar recurso para concluir o Hospital Pimentas (também). Não faz sentido”, criticou Seminaldo.

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