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Mesmo após tiroteio, grupo conhecido como ‘ninjas’ mantém ações no entorno do Aeroporto de Guarulhos

ação da PF no Aeroporto de Guarulhos

Foto: Reprodução

Quatro homens foram presos em nova operação da Polícia Civil; investigação aponta que suspeitos mapeavam áreas consideradas vulneráveis para introduzir drogas no terminal

Mesmo após o confronto entre traficantes e agentes da PF (Polícia Federal) ocorrido no final de julho, grupos criminosos continuam monitorando áreas no entorno do Aeroporto Internacional de Guarulhos com o objetivo de introduzir cocaína clandestinamente no terminal.

Quatro homens suspeitos de integrar um desses grupos foram presos no último dia 11 durante uma operação da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Guarulhos. Segundo a investigação, eles fazem parte dos chamados “ninjas”, nome atribuído aos criminosos que utilizam áreas de mata próximas ao aeroporto para estudar o terreno, identificar pontos vulneráveis e tentar acessar a área restrita.

Entre os presos estão moradores da comunidade Jardim Portugal, localizada nas proximidades do aeroporto. De acordo com relatório da investigação, mesmo depois das recentes ações das forças de segurança, o grupo continuou mapeando locais considerados vulneráveis e preparava uma nova tentativa de introdução de entorpecentes no terminal. O plano foi identificado e interrompido pelos policiais da Dise.

Polícia aponta ligação com grupo envolvido em tiroteio

O delegado Alexandre Cavalheiro, responsável pela Dise de Guarulhos, afirmou ao Metrópoles que os suspeitos presos possuem ligação direta com criminosos envolvidos no confronto com agentes da Polícia Federal ocorrido em 31 de julho. Na ocasião, aproximadamente dez homens armados com fuzis trocaram tiros com policiais federais após uma tentativa de introduzir drogas na área do aeroporto ser descoberta. Dias depois do confronto, três suspeitos de participação na ação foram presos por policiais federais e militares.

Investigação aponta divisão de tarefas

As apurações da Polícia Civil também ajudam a revelar a estrutura utilizada pelos criminosos para tentar introduzir drogas no maior aeroporto do país. Segundo a investigação, o esquema envolve divisão de tarefas, monitoramento da atuação das forças de segurança e participação de criminosos fortemente armados. Uma das funções dos chamados “ninjas” seria justamente reconhecer o terreno e localizar possíveis acessos à área aeroportuária.

A nova prisão ocorre menos de duas semanas depois do tiroteio de 31 de julho e indica, de acordo com as investigações, que a atuação do grupo criminoso no entorno do Aeroporto de Guarulhos continuou mesmo após o confronto e as prisões realizadas posteriormente.

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