Padre Sidney Wilson Basaglia não tem vínculo com a Diocese de Guarulhos
A Justiça de Serra Negra condenou o padre Sidney Wilson Basaglia a seis anos de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de violação sexual mediante fraude contra um adolescente. De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a vítima tinha 14 anos quando os abusos começaram. Os crimes teriam acontecido entre 2014 e 2016 nas cidades de Serra Negra e Guarulhos. Basaglia pertence à Diocese de Amparo e nunca teve qualquer vínculo com a Diocese de Guarulhos. Os supostos abusos não ocorreram no território das igrejas católicas do município.
Segundo a denúncia, o padre teria se aproximado do jovem após convidá-lo para atuar como coroinha e, ao longo do tempo, estabelecido uma relação de confiança. Ainda conforme a Promotoria, o religioso utilizou sua posição de autoridade para manipular a vítima, criando dependência emocional por meio de presentes e convites frequentes. Os abusos teriam ocorrido em locais privados, como a casa paroquial.
A sentença destaca que os atos eram praticados de forma oculta, com estratégias para evitar suspeitas e dificultar a reação do adolescente. Também foi reconhecido o agravante da autoridade exercida pelo padre sobre a vítima. Em nota, a defesa afirmou que o religioso é inocente e informou que irá recorrer da decisão em segunda instância.
Basaglia tem 50 anos e nasceu em Guarulhos. Ele é sacerdote desde 2003 e atua no Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Campinas. Em nota, o padre disse que as acusações foram rejeitadas pela Santa Fé e que irá recorrer.
“A despeito diante da decisão de primeira instância – que não é definitiva – permaneço confiando em Deus e no Poder Judiciário, certo de que a verdade prevalecerá. Reitero minha inocência, amparada pelas provas e confio na força de nossa comunidade, que não se deixa levar por pressões, mas permanece firme na fé, na caridade e na justiça”, pontuou.

