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Guarulhos começa a elaborar plano para convivência familiar de crianças e adolescentes

Plano Municipal de Convivência Familiar e Comunitária de Crianças e Adolescentes

Foto: Umaitá Pires / PMG

Diagnóstico ouviu 1,7 mil jovens, 872 responsáveis e 206 profissionais; documento final está previsto para março de 2027

Guarulhos iniciou uma nova etapa da elaboração do Plano Municipal de Convivência Familiar e Comunitária de Crianças e Adolescentes. O diagnóstico que servirá de base para o documento foi apresentado nesta terça-feira (27), durante seminário realizado no CME Adamastor, no Macedo, com cerca de 200 participantes.

O plano deverá orientar políticas públicas destinadas à garantia do direito de crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária no município. A previsão é que o documento final seja lançado em março de 2027.

O diagnóstico foi dividido em cinco eixos: promoção da convivência familiar e comunitária; prevenção de situações de vulnerabilidade e risco; serviços de acolhimento; retorno à convivência familiar; e questões relacionadas às adolescências e juventudes. A proposta envolve diferentes áreas da administração municipal, como assistência social, educação, saúde, cultura, esporte, lazer, habitação e mobilidade.

Pesquisa ouviu jovens, famílias e profissionais

A elaboração do diagnóstico começou em abril e envolveu levantamento de dados sociais e territoriais, consultas a equipamentos públicos, entrevistas, visitas técnicas, oficinas e grupos de escuta. Entre os levantamentos realizados estão questionários respondidos por 1,7 mil jovens, 872 pais, mães e responsáveis e 206 profissionais.

A pesquisa abordou experiências de convivência, situações de vulnerabilidade, redes de apoio, acesso a direitos e expectativas em relação à cidade. Também foram realizadas 13 oficinas com crianças e adolescentes atendidos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Os encontros abordaram relações familiares, experiências nos bairros e a percepção dos participantes sobre os espaços de convivência.

O levantamento reuniu ainda informações sobre 111 crianças e adolescentes acolhidos, pertencentes a 63 grupos familiares, para analisar as trajetórias de acolhimento e de retorno à convivência familiar.

Grupos de trabalho começam na próxima semana

A próxima etapa será a formação de grupos de trabalho relacionados aos cinco eixos do diagnóstico. Os encontros deverão reunir profissionais e representantes de diferentes políticas e serviços para elaborar objetivos e propostas para o município. As contribuições serão sistematizadas e analisadas pela Comissão Intersetorial responsável pela elaboração do plano.

Também está prevista uma consulta pública para ampliar a participação da população antes da consolidação do documento. A elaboração é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Proteção e Defesa Civil (SDS), em articulação com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e a Comissão Intersetorial para Elaboração do plano. O processo conta ainda com assessoria técnica do Núcleo Entretempos.

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