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Defesa de Bolsonaro ataca delação de Mauro Cid e nega vínculo com 8 de Janeiro

STF Julgamento Bolsonaro

Foto: Gustavo Moreno/STF

Advogados afirmam que não há provas contra o ex-presidente e classificam possível pena de 30 anos como “injustificável”

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta quarta-feira (3), durante sessão da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid à PF (Polícia Federal). Os advogados negaram qualquer participação do ex-mandatário em atos antidemocráticos ou em supostas tramas golpistas, incluindo a chamada “minuta do golpe” e o plano de assassinato de autoridades.

Segundo os representantes, não existe evidência que vincule Bolsonaro ao episódio de 8 de janeiro de 2023.

“Esse papel, essa minuta, essa questão, esse depoimento, não há uma única prova que atrele o presidente ao [plano] Punhal Verde Amarelo, à Operação Luneta e ao 8 de Janeiro”, afirmou o advogado Celso Vilardi.

O jurista reforçou ainda que nem mesmo o delator o acusou de participação direta.

“Nem o delator, que sustento ter mentido, chegou a dizer [que houve] participação em Punhal, em Luneta, em Copa 2022 e no 8 de Janeiro”, declarou.

Para a defesa, a delação de Mauro Cid é “uma sucessão inacreditável de fatos”, sem elementos concretos que incriminem Bolsonaro. Eles também contestaram a possibilidade de uma pena de até 30 anos.

“Um assunto encerrado gerar uma pena de 30 anos não é razoável. O que está acontecendo é trazer algo que se aplica a crimes contra a vida para o 8 de Janeiro. Esses são os fatos que dão o contorno de uma acusação tão grave, e sobre eles não há prova”, sustentaram.

Os advogados afirmaram ainda que não tiveram tempo suficiente para analisar todas as provas nos autos da Ação Penal nº 2.668, e reforçaram que o ex-presidente “nunca atentou contra o Estado Democrático de Direito”.

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