Elói Pietá e Lucas Sanches trocaram farpas durante a maioria do tempo e apresentaram poucas propostas
O debate do G1, do grupo Globo, realizado nesta sexta-feira (18), entre os candidatos à Prefeitura de Guarulhos no segundo turno Lucas Sanches (PL) e Elói Pietá (Solidariedade) foi marcado por fortes ataques e poucas propostas. O embate durou pouco mais de uma hora e foi mediado pelo jornalista José Roberto Burnier.
Pietá falou que o plano de governo de Lucas não possuía nenhuma linha sobre a construção de hospitais. O vereador rebateu que já se comprometeu publicamente a concluir os dois andares restantes do Hospital Pimentas Bonsucesso e a construir um Hospital no Jardim São João.
Em seguida, o ex-prefeito destacou que em sua gestão, entre 2001 e 2008, inaugurou o Hospital Pimentas Bonsucesso, o Hospital da Criança e a Maternidade JJM, além de 22 postos de saúde e mais de 60 escolas. E cobrou Lucas por não ter experiência administrativa, já que possui apenas um mandato como vereador.
O candidato do PL respondeu que os serviços de saúde das gestões passadas não eram bem avaliados pela população, lembrou da falta de vagas em creche e prometeu garantir serviços públicos com qualidade caso seja eleito.
No segundo bloco, Pietá insistiu com Lucas sobre a acusação do ex-chefe de gabinete, Caique Marcatt, de rachadinha, assinatura de contrato para cessão de comissionados e tentativa de homicídio, que são investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. O vereador voltou a negar as acusações e disse que a população deu a ele a vitória no primeiro turno, apesar dos mesmos ataques já terem sido feitos.
Lucas não deixou por menos e bateu na tecla de uma condenação de Pietá, mas sem citar do que se tratava, o que o ex-prefeito chamou de mentira. O caso se refere a um processo do então vereador Ricardo Rui sobre a campanha de Natal da Prefeitura de 2007, quando Pietá era prefeito. O material foi afixado nos postes de iluminação pública, o que é proibido por legislação municipal. A decisão foi confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça.

