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Copa do Mundo foi sucesso comercial, mas deixou a desejar em vários aspectos

Espanha x Argentina - Copa do Mundo

Foto: @FIFAcom

Copa deixa uma importante lição para os dirigentes do futebol brasileiro

A cobertura da Copa do Mundo de 2026 definiu opiniões, às vezes contraditórias, que refletem a visão de uma competição esportiva superlativa, marcada por um sucesso muito mais comercial do que técnico. Com ressalvas, porém, o contexto geopolítico acabou refletindo também na situação da combalida Seleção Brasileira.

Do ponto de vista geral, foi uma Copa histórica e altamente comercial, aspecto que se destacou nesta edição de 2026. A competição mostrou-se uma verdadeira máquina de fazer dinheiro, sendo realizada, pela primeira vez, com 48 seleções e sediada por três países: Estados Unidos, Canadá e México.

Apesar do vexame da Seleção Brasileira e do ceticismo inicial em relação ao novo formato, a competição mostrou à imprensa nacional e internacional que pode ser considerada uma das melhores já realizadas, tendo o encontro de diferentes gerações como um de seus principais atrativos.

Por outro lado, do ponto de vista institucional e geopolítico, colunistas de alguns jornais apontaram a Copa realizada nos Estados Unidos como um projeto parcialmente frustrado. A ideia original era projetar a imagem de um continente aberto e integrado, mas essa iniciativa acabou esbarrando nas rígidas políticas migratórias e nas atuais tensões internacionais.

No aspecto esportivo, a cobertura foi dura com a Seleção Brasileira, historicamente tratada como uma potência, ao lado de Argentina, Espanha e França. Faltaram intensidade e organização coletiva, fatores que explicam a eliminação precoce da equipe na fase de mata-mata.

Na avaliação final, a vice-campeã Argentina apostou na genialidade e na mística de Lionel Messi, que disputou sua última Copa do Mundo e fez sua despedida dos gramados da competição.

Sob o ponto de vista financeiro, foi uma Copa do Mundo caríssima, que exigiu dos torcedores um esforço ainda maior do que aquele já enfrentado diariamente para manter seu padrão de vida.

Entretanto, a Espanha conquistou o título por méritos plenamente justificados dentro do cenário do futebol mundial, contrariando muitos analistas que apontavam a França como principal favorita ao título.

Enfim, a Copa deixa uma importante lição para os dirigentes do futebol brasileiro, que, nos últimos anos, contribuíram para o enfraquecimento da imagem e do prestígio da Seleção Brasileira. Na visão desta coluna, isso é consequência da incompetência administrativa e de promessas que jamais se concretizaram. Pobre povo brasileiro.

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