Italiano não teve, durante o torneio, leitura de jogo, coragem, sensibilidade e uma melhor visão do sistema tático
Hoje inicio a minha coluna inerente à Copa do Mundo de 2026, com uma reflexão baseada também em diversas opiniões recebidas nas minhas redes sociais e de leitores das minhas colunas nos jornais.
Um país do tamanho do Brasil, fábrica natural de gênios da bola, se curva a erros imprevisíveis quando recorre a um estrangeiro que jamais entenderia o que é, de fato, comandar a camisa da Seleção Brasileira.
Não foi apenas uma escolha ruim… foi um erro de identidade, uma verdadeira afronta à própria história do nosso futebol. E, o pior, ver um retrato cruel da humilhação ao assistir Neymar Júnior chorando, não apenas pela eliminação silenciosa, mas por não ter jogado uma partida inteira por opção técnica. Ver um craque reduzido a migalhas de minutos, enquanto o restante do elenco assumia responsabilidades que não eram de sua competência. O absurdo foi elevado ao máximo ao deixar um jogador talentoso como Neymar Júnior sem ter a oportunidade de, pelo menos, tentar resolver alguma coisa, mesmo sendo aquele que decide, que incomoda e que chama o jogo para si.
É um talento raro, que só aparece de geração em geração. Mas ficou no banco de reservas porque apostaram em decisões burocráticas e se acomodaram diante da situação.
Esqueceram que não se ganham grandes jogos com cautela excessiva, ideias sem fundamento, discursos infundados e explicações fragilizadas pelos erros cometidos, enquanto o principal jogador da Seleção assistia ao próprio desperdício.
Faltaram ao técnico italiano Carlo Ancelotti leitura de jogo, coragem, sensibilidade e uma melhor visão do sistema tático. Em razão disso, a frase dita por ele, de que nada acabou e de que esse resultado representava o início de um novo ciclo, perdeu seu efeito diante da análise aqui exposta.
Os brasileiros não mereciam passar por isso.
*Tony Auad de Nova York

