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Câmara rejeita contas de 2016 da gestão do ex-prefeito Sebastião Almeida

Sebastião Almeida

Foto: divulgação

Foram 12 votos favoráveis contra cinco contrários. Demais vereadores estavam ausentes ou se abstiveram

Por 12 votos a favor contra cinco contrários, ou seja, com um terço dos vereadores da Casa a favor, a Câmara Municipal rejeitou nesta quarta-feira (5), as contas da gestão do ex-prefeito Sebastião Almeida (à época no PT/hoje no PDT), referente ao 2016.

A rejeição seguiu parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e pode complicar a vida do ex-prefeito, tonando-o inelegível.

Votaram contra a rejeição das contas Marcelo Seminaldo, Maurício Brinquinho, Janete Pietá, todos do PT, Edmilson Souza (Psol) e Márcia Taschetti (PP).

Votaram a favor da rejeição Geleia Protetor e Carol Ribeiro, ambos do PSDB, Lucas Sanches (PP), André Alves (Cidadania), Leandro Dourado e Welliton Bezerra, pelo PTC, Jayme Junior (Republicanos), Geraldo Celestino e Pastor Anistaldo, ambos do PSC, Danilo Gomes (DC) e Luís da Sede e Karina Soltur, do PSD.

O vereador Seminaldo concordou com declaração de Edmilson Souza de que muitos dos que votaram contrários estavam presentes no governo de Almeida e também falharam ao votarem contra o ex-prefeito.

“É basicamente assumir que não fez um bom trabalho naquele período. Eu lamento por isso. Eu, pessoalmente, não guardo nenhuma simpatia pelo governo Almeida, aliás eu perdi uma presidência de Câmara por culpa dele”, disse Seminaldo.

O petista ainda afirmou que muito vereadores não tem ideia do que fizeram, já que pode acarretar até mesmo que o ex-prefeito assuma cargos públicos.

“O que se fez hoje aqui, o que se fez nas outras votações das contas do prefeito Almeida foi simplesmente o assassinato de uma personalidade pública”, afirmou Seminaldo.

O vereador Romildo Santos (PSD), da base do governo Guti (PSD), não esteve presente na votação, mas também se mostrou desfavorável ao resultado. De acordo com ele, seria necessário avaliar o porquê da rejeição.

Entre 2009 e 2016, as contas do governo Almeida foram rejeitadas, em sua maioria, por considerar que o governo não conseguiu investir 25% do orçamento na educação, como manda a Constituição, o que não necessariamente pode implicar em um desvio de verba pública ou corrupção.

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