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Brasil tem obrigação de vencer a Escócia antes do mata-mata da Copa

Endrick, Seleção Brasileira

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Realidade da Copa começa a mudar a partir das oitavas de final

A Seleção Brasileira entra em campo nesta quarta-feira (23) para enfrentar a Escócia, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, com a obrigação de vencer e garantir a primeira colocação do Grupo C, que conta ainda com Marrocos e Haiti.

A liderança é importante não apenas pelo aspecto esportivo. Caso termine atrás de Marrocos, o Brasil terá de deixar sua estrutura montada em Nova Jersey e transferir a base de treinamentos para o México, o que pode impactar diretamente a preparação para a sequência da competição.

Outra expectativa é em relação ao retorno de Neymar. A tendência é que o camisa 10 volte a ficar à disposição da comissão técnica assim que Carlo Ancelotti definir a melhor formação para suprir a ausência de Raphinha, que segue em recuperação de uma lesão na coxa direita.

É preciso reconhecer que o Brasil teve uma primeira fase relativamente tranquila. Haiti e Escócia não figuram entre as grandes potências do futebol mundial, enquanto Marrocos aparece como o adversário tecnicamente mais qualificado do grupo.

Mas a realidade da Copa começa a mudar a partir das oitavas de final.

Pelo cenário atual da competição, os líderes de cada grupo serão:

Grupo A – México
Grupo B – Canadá
Grupo C – Brasil
Grupo D – Estados Unidos
Grupo E – Alemanha
Grupo F – Holanda
Grupo G – Egito
Grupo H – Espanha
Grupo I – França
Grupo J – Argentina
Grupo K – Colômbia
Grupo L – Inglaterra

Diante desse quadro, fica evidente que qualquer adversário no mata-mata representará um desafio muito maior do que os enfrentados até agora pela Seleção Brasileira.

Mesmo reconhecendo a qualidade técnica de equipes como Alemanha, Holanda, França, Argentina, Espanha e Inglaterra, o futebol continua sendo decidido dentro de campo. Dependendo do sorteio das oitavas de final, o Brasil pode encontrar um caminho favorável e até surpreender.

Por enquanto, o foco deve estar na Escócia. Vencer, garantir a liderança do grupo e chegar ao mata-mata com mais confiança é a missão da Seleção.

O tempo, como sempre, será o senhor da razão.

*Tony Auad – Direto de Nova York, nos Estados Unidos

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