Benefício do Governo de SP paga R$ 500 por mês para mulheres em situação de vulnerabilidade
Guarulhos teve 40 mulheres em situação de violência doméstica beneficiadas pelo Auxílio-Aluguel do Governo do Estado de São Paulo em agosto. Em toda a Região Metropolitana, 1.027 mulheres inscritas no programa até julho receberam o benefício, totalizando R$ 513,5 mil no mês.
O programa oferece R$ 500 mensais por seis meses para auxiliar mulheres em situação de vulnerabilidade a se afastarem de relações violentas. O benefício pode ser renovado por mais seis meses.
Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS), em agosto foram destinados mais de R$ 2,9 milhões para 5,8 mil mulheres em todo o estado.
Desde a criação do programa, em fevereiro de 2025, mais de 9,9 mil mulheres foram atendidas, com investimento superior a R$ 29,9 milhões. A iniciativa já chegou a 593 municípios paulistas.
“Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem, é necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro. O Auxílio-Aluguel, além de um importante suporte financeiro, é uma ferramenta de autonomia e dignidade para que essas mulheres possam reescrever suas histórias longe do medo”, afirmou a secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
Quem pode receber o Auxílio-Aluguel
Para solicitar o benefício, a mulher precisa ter medida protetiva expedida pela Justiça, residir no Estado de São Paulo e estar em situação de vulnerabilidade. A renda, até o momento da separação, não pode ultrapassar dois salários mínimos.
O cadastramento é realizado pela rede municipal de assistência social das cidades participantes. Após a análise e aprovação, os R$ 500 são disponibilizados diretamente à beneficiária por meio de Poupança Social no Banco do Brasil.
Além da ajuda financeira, as mulheres podem ser encaminhadas para outros serviços municipais de proteção social, orientação e acompanhamento.
Onde procurar ajuda
Mulheres em situação de violência podem procurar os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Centros de Referência de Atendimento à Mulher, unidades de saúde e Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs).
Também é possível buscar atendimento na Defensoria Pública, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Para orientação e denúncia, está disponível a Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180. Em situações de emergência, o contato deve ser feito pelo 190.

