Evento reuniu estudantes do colégio em experiências que passaram por tecnologia, meio ambiente, artes, teatro e atividades sensoriais
Com o tema “Interações que transformam”, a Mostra Cultural do Centro Educacional Moriah atraiu centenas de visitantes em três dias de atividades, com participação de todos os estudantes. Em cada etapa, a idade dos alunos ajudou a definir a maneira de aprender, experimentar e apresentar aquilo que foi desenvolvido.
Falar diante de pais e visitantes não foi uma tarefa simples para Lorena Olivares, de 14 anos. Nas primeiras apresentações, o nervosismo apareceu. Depois de algumas tentativas, porém, deu lugar à confiança. Aluna do 8º ano do Ensino Fundamental, ela passou semanas pesquisando jovens que, de diferentes maneiras, ajudaram a transformar o mundo.
Entre as descobertas, estavam criadores de tecnologias presentes no cotidiano, pesquisas relacionadas ao câncer, a história de Malala Yousafzai e até uma informação que surpreendeu a própria estudante: o sistema braile foi criado pelo francês Louis Braille ainda jovem.
“Fui pesquisando e achei incrível. As primeiras apresentações eu estava muito nervosa, mas a partir da quinta ficou mais tranquilo”, contou Lorena.
Dos games ao teatro
Na unidade Gopoúva, salas e outros espaços da escola receberam maquetes, jogos interativos, games, apresentações e atividades teatrais. Mais do que expor trabalhos prontos, os alunos precisaram pesquisar, organizar ideias e explicar os projetos aos visitantes.
Aos 16 anos e na 2ª série do Ensino Médio, Clara Vasconcelos estuda no Moriah desde os dois anos. Em sua última mostra, ela participou da construção de uma apresentação teatral sobre as classes sociais.
“A gente se dividiu em grupos e começou a idealizar o que cada sessão teria. Com ideias dos professores e dos alunos, pensamos em uma forma teatral para mostrar como são as classes sociais. Você propõe a situação e eles engajam”, explicou.
Para os mais novos, a experiência também representou o desafio de assumir o papel de quem ensina. Júlia Lima, de 11 anos, aluna do 5º ano, participou pela primeira vez de uma mostra cultural nesse formato. Entre as atividades, produziu uma tartaruga de papel com materiais recicláveis e apresentou aos visitantes o que aprendeu sobre o litoral e a preservação ambiental.
“Eu fiz várias coisas que não imaginei que faria. Falei com os pais. Fiquei um pouco nervosa, respirei fundo e continuei. Aprendi que o litoral é importante e devemos preservar o meio ambiente”, disse.
O pai de Júlia, o desenvolvedor de sistemas Leandro Quinteiro, de 43 anos, acompanhou a apresentação da filha e percorreu os diferentes ambientes preparados pelos estudantes.
“Ela se envolveu muito bem nas atividades propostas. São diversas salas, com vários temas. Alguns interativos, bem legais”, afirmou.
Família acompanha o desenvolvimento
Para algumas famílias, a mostra também permitiu observar comportamentos dos filhos que nem sempre aparecem com a mesma intensidade no cotidiano. Foi o caso da professora Juliana Rodrigues, de 41 anos. O filho, Julio Rodrigues, aluno do 6º ano, chegou ao Moriah neste ano e participou pela primeira vez de uma atividade do tipo.
“Eu fiquei orgulhosa. Ele é um pouco tímido e vi ele se desenvolver”, contou Juliana. “É a primeira vez que está vivenciando isso.”
Para os pequenos, aprender é tocar, sentir e experimentar
Se os estudantes maiores tiveram pesquisas, maquetes, games e apresentações como protagonistas, nas unidades da Educação Infantil a Mostra Cultural assumiu outra linguagem. No Picanço e no Bosque CEM, as experiências foram principalmente sensoriais e interativas. A preservação do meio ambiente esteve entre os temas trabalhados.
Sabrina Machado, de 27 anos, mãe de Catarina, do 2º ano do Ensino Fundamental, e Maria, da Educação Infantil, parabenizou o esforço da equipe na Mostra na unidade Picanço.
“Achei muito legal. É importante essa inclusão das crianças, desde os pequenininhos. A escola toda está muito bonita. A gente amou tudo. A Maria gostou principalmente da sala dela”, comentou.
Mãe de João Lucas, de 3 anos, a advogada Rayane Fernandes, de 30 anos, acompanhou as atividades no Bosque CEM e destacou justamente a possibilidade de a criança aprender por meio dos sentidos.
“Pela idade dele, as atividades são mais sensoriais. Eles sentem, pisam, tocam e experimentam sensações. Acho importante para o desenvolvimento dele”, afirmou.
Para algumas famílias, a relação com o Moriah atravessa gerações. O agente de trânsito Eduardo Simões, de 51 anos, acompanhou a neta Antonella Simões, da Educação Infantil, durante a mostra. Antes dela, seus três filhos estudaram na instituição — inclusive a mãe da menina, que ingressou ainda no berçário.
“Já formei três filhos aqui. A mãe dela estudou aqui desde o berçário. Tenho acompanhado muito a evolução da minha neta”, contou.
Solidariedade também faz parte da mostra
Além das experiências pedagógicas, a Mostra Cultural teve entrada solidária. As famílias foram convidadas a doar pacote de macarrão, item que fará parte da composição de cestas que serão destinadas às famílias em situação de vulnerabilidade social.
O Centro Educacional Moriah possui a unidade Gopoúva na Alameda Yayá, 61, Telefone (11) 2443-5868, onde atende os alunos do Ensino Fundamental ao Ensino Médio/Técnico. Já o Bosque CEM, que atende Berçário e Educação Infantil, está na Alameda Yayá, 149. Telefone (11) 91530-2935.

